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Publicado em: 1 de fevereiro de 2024
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Prisão de ventre, intestino lento, dores abdominais e dificuldade de evacuar são problemas que trouxeram os laxantes para dentro da sua rotina? Entenda a diferença entre os laxantes disponíveis no mercado.
Todos sabemos que uma alimentação saudável, rica em fibras, a prática de exercícios físicos e uma boa hidratação são importantes e ajudam muito a prevenir a prisão de ventre.1-3 Contudo, existem outros fatores como estresse, gravidez, período menstrual, uso prolongado de remédios, entre outros, que afetam o nosso intestino mesmo quando adotamos essas medidas.4-6 E é nesse momento em que optamos pelo uso de algum medicamento para auxiliar no funcionamento do intestino.6-7
É importante lembrar da importância de procurar um médico especialista para tratamentos que exigem medidas que vão além de uma mudança de comportamento (na alimentação, rotina de exercícios, ingestão de água, entre outros). Em alguns casos, os médicos indicam o uso de laxantes e nós estamos aqui para te ajudar a entender cada um deles.
Ao contrário do que muitos pensam, os laxantes fitoterápicos não estão isentos de provocar efeitos colaterais no intestino só por serem naturais.8 A maioria dos medicamentos fitoterápicos têm como principal componente o Sene, que age causando irritação nas terminações nervosas e, deste modo, estimulando o funcionamento intestinal.9 Essa irritação no intestino pode causar mais efeitos colaterais e a longo prazo, essa irritação pode levar a alterações importantes na sua rotina intestinal e até mesmo causar uma dependência deste tipo de medicação para garantir o funcionamento do intestino.8-10
Outro dos tipos de laxantes são os à base de lactulose.11 Por ser uma substância com alta osmolaridade, esse tipo de laxante “puxa” a água para dentro do intestino, promovendo maior hidratação e aumentando, assim, o tamanho do bolo fecal e estimulando o funcionamento intestinal.12 Apesar de serem menos agressivos do que os fitoterápicos com Sene,13 por exemplo, existem alguns problemas relacionados a estes laxantes porque possuem uma grande quantidade de açúcares em sua fórmula, podendo causar distensão e dor abdominal, acúmulo de gases e aumento nos níveis de glicose no sangue.12,14
Possuem, em sua fórmula, uma substância chamada macrogol, que age no intestino aumentando o volume de água que se mistura com as fezes (ou bolo fecal), causando amolecimento das mesmas e aumentando assim a frequência de evacuações sem provocar efeitos irritativos, produzir gases em excesso, desconforto abdominal ou aumentar os níveis de glicose no sangue.15,16 Essas características permitem o uso por períodos prolongados e, por ser utilizado habitualmente uma vez ao dia, é de fácil uso.15
Agora que você já conhece como cada tipo de laxante atua no funcionamento do seu intestino, já pode fazer uma escolha mais consciente na hora de comprar. Mas lembre-se: a orientação médica é indispensável para o tratamento de sintomas graves de prisão de ventre, constipação, dificuldade de evacuar e desconfortos abdominais.
Conheça o Muvinlax®, medicamento da Libbs simples e prático para aliviar os sintomas da prisão de ventre e que atua como um laxante osmótico.14
Referências:
1. Arnaud MJ. Mild dehydration: a risk factor of constipation? Eur J Clin Nutr. 2003;57 Suppl 2:S88-95.
2. Roma E, Adamidis D, Nikolara R, Constantopoulos A, Messaritakis J. Diet and chronic constipation in children: the role of fiber. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 1999;28(2):169-74.
3. Huang R, Ho SY, Lo WS, et al. Physical activity and constipation in Hong Kong adolescents. PLoS One. 2014;9(2):e90193.
4. Chang YM, El-Zaatari M, Kao JY. Does stress induce bowel dysfunction? Expert Rev Gastroenterol Hepatol. 2014;8(6):583-5.
5. Gorard DA, Gomborone JE, Libby GW, Farthing MJ. Intestinal transit in anxiety and depression. Gut. 1996;39(4):551-5.
6. Leung L, Riutta T, Kotecha J, Rosser W. Chronic constipation: an evidence-based review. J Am Board Fam Med. 2011;24(4):436-51.
7. Ford AC, Suares NC. Effect of laxatives and pharmacological therapies in chronic idiopathic constipation: systematic review and meta-analysis. Gut. 2011;60(2):209-218.
8. Ma Q, Wang CZ, Sawadogo WR, Bian ZX, Yuan CS. Herbal medicines for constipation and phytochemical comparison of active components. The American Journal of Chinese Medicine. 2022;50(03):723-732.
9. Jalwal P, Middha A. Recent advances on senna as a laxative: a comprehensive review. J Pharmacog and Phytochem. 2017;6(2):349-353.
10. Santucci NR, Chogle A, Leiby A, Mascarenhas M, Borlack RE, Lee A, Perez M, Russell A, Yeh AM. Non-pharmacologic approach to pediatric constipation. Complement Ther Med. 2021 Jun;59:102711.
11. Pranami D, Sharma R, Pathak H. Lactulose: a prebiotic, laxative and detoxifying agent. Drugs & Therapy Perspectives. 2017;33(5):228-233.
12. Bass P, Dennis S. The laxative effects of lactulose in normal and constipated subjects. J Clin Gastroenterol. 1981;3:23-28.
13. Ruston T, Hunter K, Cummings G, Lazarescu A. Efficacy and side-effect profiles of lactulose, docusate sodium, and sennosides compared to PEG in opioid-induced constipation: a systematic review. Canadian Oncology Nursing Journal/Revue canadienne de soins infirmiers en oncologie. 2013;23(4):236-240.
14. Mukherjee S, John S. Lactulose. [Updated 2022 Jul 11]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK536930/>. Acesso em: 01 fev. 2024.
15. Attar A, Lémann M, Fegurson A, et al. Comparison of a low dose polyethylene glycol electrolyte solution with lactulose for treatment of chronic constipation. Gut. 1999;44(2):226-30.
16. Schiller LR, Emmett M, Santa Ana CA, Fordtran JS. Osmotic effects of polyethylene glycol. Gastroenterology. 1988;94(4):933-41.
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