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Publicado em: 7 de janeiro de 2025
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Quando as fezes saem com dificuldade, duras, em pequenas bolinhas ou em formatos maiores, mas bem ressecados que podem até causar o entupimento do vaso sanitário, são claros sinais de prisão de ventre, o nome mais popular para a constipação intestinal.1,2 Infelizmente, muitas crianças passam por esse problema. A prisão de ventre infantil é comum e atinge cerca de 20% dessa população, junto de adolescentes.1,2
Por isso, se você conhece alguma criança que sofre de maneira constante ou eventual para evacuar, aproveite este conteúdo! Fique por aqui para entender mais sobre o assunto e como ajudar nesses casos.
A prisão de ventre não escolhe gêneros: ocorre com a mesma frequência em meninos e meninas.2,3 Crianças de qualquer idade podem ser acometidas, e em torno de 17% a 40% já começam a desenvolver a condição no primeiro ano de vida.2,3
Se a criança evacua menos de três vezes por semana ou se há dificuldade por duas ou mais semanas consecutivas, é preciso consultar o médico, pois provavelmente ela já está sofrendo de prisão de ventre.1,3
Essa condição, também conhecida como constipação crônica funcional, pode ficar mais grave em crianças que costumam segurar o xixi ou quando há hiperatividade da bexiga.1 Isso porque, com a contração do assoalho pélvico, a prisão de ventre é estimulada.1
Há algumas questões que ocorrem e que podem ser destacadas como as causas da frequência da prisão de ventre nos primeiros anos de vida:
Muitas crianças podem ativar um mecanismo de retenção das fezes quando passam por alguma experiência anterior ruim de ida ao banheiro.4 É provável que a evacuação tenha causado dor e a assustado, resultando em constipação funcional.4
Esse comportamento é mais comum em crianças menores. Já nas maiorzinhas, o que pode desencadear são as atividades rotineiras intensas, que podem atrapalhar o momento de fazer o cocô.4
De modo geral, esse acúmulo de fezes no intestino, principal característica da prisão de ventre, também tem relação com problemas hereditários e estilo de vida.5 Mas como a condição acontece, de fato? Vamos explicar agora.
A parte final do nosso intestino é chamada de reto, que funciona como o último caminho por onde as fezes passam antes de saírem do nosso organismo.5 Quando as fezes percorrem todo o intestino e chegam ao reto, é o momento em que soa o alarme e sentimos a vontade de ir ao banheiro.5
Contudo, na prisão de ventre infantil, não há essa resposta do reto porque existem fezes acumuladas nesse canal também.5 Com isso, as crianças não sentem a vontade natural de evacuar.5
Como apontamos, o problema tem algumas causas ligadas a questões que ocorrem nos primeiros anos de vida.2 Por outro lado, estudos mostram que a alimentação tem muita influência, quando há falta de fibras e excesso de carboidratos e alimentos industrializados.6 Sedentarismo e pouca ingestão de água também contribuem.6
Se você chegou até aqui e está pensando “e agora, tenho uma criança com prisão de ventre, o que fazer?”, vamos juntos entender como reverter essa situação. Continue a leitura e veja nossas dicas a seguir.
Primeiramente, as crianças que já apresentam um quadro de constipação intestinal e têm incontinência fecal precisam eliminar essas fezes.2 De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o médico determinará a melhor solução para isso.2
O próximo passo deve incluir a prescrição de um medicamento laxante para normalizar as evacuações e a consistência das fezes, e o mais importante: para que a criança consiga evacuar normalmente, ou seja, sem sentir dor ou fazer esforço.2
Nos casos em que a incontinência fecal persistir, há uma indicação de que o tratamento não teve sucesso, seja por não ter sido feito corretamente, seja pela interrupção no momento errado.2
Quando a prisão de ventre infantil é mais leve, as mudanças na alimentação costumam gerar resultados positivos.5 Em alguns casos, o médico pode prescrever medicamentos complementares para regular o funcionamento do intestino.5
Acostumar novamente o intestino a ir ao banheiro é primordial. Então, para reaver esse hábito, uma das dicas é levar a criança ao vaso sanitário após as principais refeições e fazer com que ela se mantenha lá por até 10 minutos.3
Um detalhe fundamental: a criança deve alcançar os pés no chão. Se esse não for o caso, coloque um apoio para os pés, pois ajuda a musculatura abdominal que atua na evacuação.3
A obstipação infantil, outro nome para a prisão de ventre, é diretamente impactada pela alimentação.6,7 Assim, a orientação para incluir o consumo de fibras deve ser seguida à risca, pois elas têm o papel de formar o bolo fecal no intestino.6
Os alimentos de origem vegetal são os que têm alto teor de fibras. Confira alguns deles:6
Há situações não incomuns em que o médico poderá incluir medicamentos laxantes no tratamento.2 A Sociedade Brasileira de Pediatria informa que normalmente esses tratamentos duram ao menos dois meses, mas muitas crianças precisam utilizá-lo por muito mais tempo.2
Vale ressaltar que os laxantes prescritos pelos pediatras costumam ser seguros para os tratamentos mais longos.2 Inclusive, pode haver intercorrência diante da sua suspensão.2
A prisão de ventre infantil é uma condição comum entre crianças e adolescentes que pode se desenvolver já nos primeiros anos de vida.1,2 Para que o quadro não se agrave com o passar dos anos, é importante que os responsáveis procurem ajuda médica o quanto antes.
Prestar atenção aos hábitos de vida, às mudanças na rotina e, principalmente, à oferta de alimentos mais saudáveis, ricos em fibras, vai ajudar sua criança. Ah, e lembrando que a frequente ingestão de água faz toda a diferença!2,6
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Referências:
1. Araújo UMC et al. Constipação intestinal infantil e a atuação fisioterapêutica: uma revisão integrativa da literatura. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 1, n. 3, p. 74–81, 2018.
2. Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP. Pediatria para Famílias. Constipação funcional. Disponível em: https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/doencas/constipacao-funcional/. Acesso em: 29 maio 2024.
3. Ramos ARL et al. Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul – SPRS. Constipação crônica funcional: como o pediatra deve manejar. 2019. Disponível em: https://www.sprs.com.br/sprs2013/bancoimg/190521112509Artigo_Constipacao_cronica_funcional.pdf. Acesso em: 29 maio 2024.
4. Vandenplas Y, Devreker T. Functional constipation in children. Jornal de Pediatria, v. 95, n. 1, p. 1–3, jan. 2019.
5. Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP. Pediatria para Famílias. Disfunção vesical e intestinal. Disponível em: https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/doencas/disfuncao-vesical-e-intestinal/. Acesso em: 29 maio 2024.
6. Sousa VBB de et al. Constipação intestinal em crianças e a importância das fibras alimentares: uma revisão da literatura. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 21, p. e561, 12 mar. 2019.
7. Garcia LB et al. Constipação intestinal: aspectos epidemiológicos e clínicos. Saúde e Pesquisa, v. 9, n. 1, p. 153, 14 jun. 2016.
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