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Publicado em: 5 de julho de 2024
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O tema “níveis de colesterol” é algo que gera muitas dúvidas em boa parte das pessoas. Afinal, é comum escutarmos que é algo prejudicial para o nosso bem-estar. Mas será que isso é verdade?
Diante de tantos mitos, nós, da Libbs, preparamos este conteúdo para desmistificar afirmações incorretas acerca do colesterol. Ao longo do conteúdo, você descobrirá que esse vilão, na verdade, não é tão malvado assim.
Quer entender mais sobre o assunto? Continue a leitura para descobrir mitos e verdades sobre o colesterol!
O colesterol é uma substância gordurosa, também conhecida como lipídio, produzida naturalmente pelo nosso organismo e que desempenha diversas funções essenciais. Ele é um componente fundamental das membranas celulares, estando presente em todo o organismo.1
Além de sua função estrutural (ou seja, de “construção” do corpo), o colesterol atua na produção de hormônios, vitamina D e ácidos biliares, que auxiliam na digestão das gorduras. Ou seja: nós precisamos (e muito!) dessa substância.1
Uma curiosidade: a maior parte do colesterol (cerca de 70%) é produzida pelo fígado, enquanto os outros 30% provêm da alimentação.1
De modo geral, existem dois tipos de colesterol: o HDL (de alta densidade), conhecido como colesterol bom; e o LDL (de baixa densidade), conhecido como colesterol ruim.1
O HDL ajuda a remover o colesterol das artérias e a transportá-lo de volta ao fígado para ser excretado. Com isso, ele colabora com a redução do acúmulo de colesterol nas paredes das artérias, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.1
O LDL, por sua vez, está associado a um maior risco de desenvolver doenças cardíacas, pois pode levar ao acúmulo de colesterol nas artérias, formando placas capazes de obstruir o fluxo sanguíneo.1
O colesterol alto, ou hipercolesterolemia, pode ter vários impactos negativos na saúde, especialmente quando em excesso.2 Aqui estão alguns dos principais impactos do colesterol alto para a saúde!
O excesso de colesterol pode se acumular nas paredes das artérias, um processo conhecido como aterosclerose. Isso pode levar à formação de placas de gordura nas paredes das artérias, o que pode obstruir o fluxo sanguíneo.1
A aterosclerose pode aumentar significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como doença arterial coronariana, que pode levar à oclusão ou suboclusão das artérias coronárias (que são as artérias que irrigam o coração), levando ao quadro de angina (dor no peito) e até mesmo a um infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco). A oclusão ou suboclusão das artérias coronárias são provocadas pelas placas de gordura se formam essas artérias, restringindo ou bloqueando o fluxo sanguíneo para o coração.2
O depósito de colesterol nas artérias cerebrais pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame. Se uma placa de gordura se romper nas artérias cerebrais, pode bloquear o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, causando danos e sintomas de um AVC.2
Para identificar os níveis de colesterol, é necessário realizar um exame de sangue conhecido como perfil lipídico.3 Simples e indolor, ele é realizado por profissionais de saúde em laboratórios de análises clínicas.
O perfil lipídico mede diferentes tipos de lipídios no sangue, incluindo o colesterol total, o colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade), o colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e os triglicerídeos.3-5
Não há um nível 100% adequado de colesterol LDL, ou seja, uma taxa que seja válida para todas as pessoas. Por conta disso, é necessário que o médico avalie os quadros individualmente, considerando os fatores de risco e os históricos de doenças de cada pessoa.5
O tratamento do colesterol alto pode envolver uma combinação de mudanças no estilo de vida e medicamentos, dependendo da gravidade da condição e dos fatores de risco individuais.6,7 Confira, a seguir, algumas formas de tratamento!
Reduza o consumo de alimentos ricos em gordura saturada, trocando-os por opções mais magras. Além disso, escolha alimentos ricos em gorduras insaturadas, como peixes oleosos (salmão, sardinha), nozes, sementes e abacate.6,8
Outra dica é aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais, legumes, grãos integrais e cereais. Por fim, evite alimentos processados, ricos em gorduras trans e açúcares adicionados.6,8
Pratique atividades físicas regularmente, como caminhadas rápidas, natação, ciclismo ou qualquer outra atividade que eleve a frequência cardíaca. No geral, tente acumular pelo menos 150 minutos de exercício aeróbico moderado por semana.6,8
Parar de fumar pode melhorar os níveis de colesterol e reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Procure apoio médico e programas de cessação do tabagismo para obter ajuda e orientação.6,8
Limite a ingestão de álcool e evite o consumo excessivo.6
Apesar disso, a mudança do estilo de vida nem sempre é o bastante para controlar o colesterol. Nesse caso, o uso de medicação se faz necessário. As estatinas são o medicamento mais comum para o tratamento do colesterol alto.7
Os meios de prevenção das altas taxas de colesterol envolvem as mudanças nos hábitos de vida e também em alguns casos a associação de medicamentos. Ou seja: é importante manter bons hábitos de vida, como uma alimentação saudável, a prática regular de atividades físicas e a cessação de vícios como o tabagismo e o consumo de álcool.6,8 Quando a modificação no estilo de vida não é o suficiente para atingir a meta de colesterol conforme o fator de risco cardiovascular de cada pessoa, é necessário iniciar também o tratamento medicamentoso.
Gostou de conhecer mais sobre os níveis de colesterol? Agora é sua vez de se cuidar! Não se esqueça de cuidar dos hábitos do seu dia a dia para evitar problemas com essa substância e deixá-la em equilíbrio no seu organismo.
Antes de ir, aproveite para conhecer o site da Libbs! Por lá, você encontra mais informações sobre nossos produtos e dicas para cuidar da sua saúde com mais carinho, respeito e consciência. Esperamos que goste!
Referências:
1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Dez coisas que você precisa saber sobre o colesterol [Internet]. SDB. [Acesso em 18Abr2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/3tcr9kdt
2. Faludi AA, Izar MCO, Saraiva JFK, Chacra APM, Bianco HT, Afiune Neto A, et al. Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017. Arq Bras Cardiol. 2017;109(2 Supl 1):1-76.
3. Parhofer KG, Laufs U. Lipid Profile and Lipoprotein(a) Testing. Dtsch Arztebl Int. 2023;120(35-36):582-588.
4. Ministério da Saúde. Exame laboratorial Dosagem de triglicérides [Internet]. 2020. [Acesso em 18Abr2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/57spebf6
5. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica. Colesterol/Dislipidemia [Internet]. ABESO. [Acesso em 18Abr2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/2z8vww2d
6. Katcher HI, Hill AM, Lanford JL, Yoo JS, Kris-Etherton PM. Lifestyle approaches and dietary strategies to lower LDL-cholesterol and triglycerides and raise HDL-cholesterol. Endocrinol Metab Clin North Am. 2009;38(1):45-78.
7. Zhou Q, Liao JK. Statins and cardiovascular diseases: from cholesterol lowering to pleiotropy. Curr Pharm Des. 2009;15(5):467-478.
8. Centers for Disease Control and Prevention. Preventing High Cholesterol [Internet]. 2023. [Acesso em 18Abr2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/yuujt334
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
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