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Publicado em: 23 de abril de 2024
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De modo geral, receber o diagnóstico de psoríase representa um grande impacto na vida de qualquer pessoa. Afinal, o resultado significa a entrada em uma nova jornada, na qual será necessário lidar com questões da própria doença por toda vida e com os desafios emocionais e sociais relacionados a ela.1
Caracterizada pelo surgimento de manchas róseas ou avermelhadas na pele, a psoríase é uma patologia crônica. Ou seja, sem cura definitiva.1 Ela pode apresentar fases de melhora e de recaída, o que, inclusive, ressalta a importância de conhecê-la, de entender a fisiopatologia e de estar a par das possibilidades de tratamento para aumentar a sua qualidade de vida.1
Quer compreender melhor como funciona essa doença e como tratá-la? Neste post, vamos abordar tudo que você precisa saber para conviver melhor com a psoríase. Confira!
A psoríase — ou dermatose psoriática — é definida cientificamente como uma doença crônica da pele, de caráter não contagioso e autoimune, que surge a partir de um distúrbio do sistema imunológico.1 A condição tem como principal característica o desenvolvimento de manchas róseas e/ou avermelhadas, envolvidas por escamas esbranquiçadas.1
O transtorno pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, em qualquer faixa etária.1 As suas manchas podem aparecer de modo localizado e discreto ou de forma severa, atingindo grandes porções do corpo.1
Os sintomas da psoríase podem ser melhorados a partir do tratamento adequado.1 No entanto, fatores diversos podem contribuir para que a patologia se intensifique, como estresse emocional, traumas (físicos, químicos, queimadura solar etc.), uso de drogas e infecções.1
A patologia é autoimune (causada pelo próprio organismo) e cíclica, o que quer dizer que os seus sintomas podem aparecer e desaparecer em determinados períodos da vida.2
A comunidade científica acredita que ela acontece quando os linfócitos T (células que atuam na defesa do organismo) emitem substâncias inflamatórias que dilatam os vasos sanguíneos e encaminham outras células do sistema de defesa para a pele, como os neutrófilos, que combatem infecções e inflamações.5
Esse processo inflamatório na superfície cutânea causa, então, um aumento na produção de suas células, levando à descamação percebida nas lesões. Assim, faz-se necessário um tratamento para interromper esse ciclo.5
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a psoríase afeta de 1 a 3% das pessoas no mundo .2 Portanto, há cerca de 125 milhões de indivíduos no planeta convivendo com as manifestações e os desafios provocados pelo distúrbio crônico da pele.2
Já no Brasil, estima-se que 5 milhões de brasileiros apresentam essa condição.3 O desenvolvimento da patologia impacta significativamente a qualidade de vida das pessoas, uma vez que apresenta manifestações visíveis pelo corpo, o que pode gerar desconforto físico e emocional.3
As causas específicas da psoríase ainda não são conhecidas.4 Quando a condição surge de forma precoce, está associada a um componente genético proeminente.4 Na atualidade, entende-se que a doença surge a partir de uma combinação de fatores.4 Veja, abaixo, quais são eles e como se comportam no desencadeamento da dermatose psoriática.4
A hereditariedade é elemento relevante no mecanismo da psoríase.4 Calcula-se que cerca de um terço das pessoas com a doença têm parentes diagnosticados com a patologia.4
Diante disso, os filhos de pais com psoríase têm mais chances de desenvolvê-la no futuro.4 Portanto, há evidências de que há uma predisposição genética que atua no seu desencadeamento.4 Todavia, vale lembrar que, para que o transtorno se manifeste nesses indivíduos, é necessária a ação de diversos fatores desencadeantes.4
O estresse emocional é frequentemente associado a quadros psoriáticos , o que faz com que muita gente pense que a psoríase é uma enfermidade de fundo emocional.4 Porém , essa crença está equivocada, uma vez que ele é só um dos agentes provocadores.4
Em pessoas com altos níveis de estresse, o controle da ansiedade ajuda na administração da doença.4 Além disso, entender como ela funciona, compartilhar informações com quem está na mesma situação e enfrentar preconceitos contribui para aceitar e viver melhor com a condição, diminuindo o estresse desencadeado por ela e que pode intensificá-la.4
A ocorrência de traumas físicos pode estar diretamente relacionada à enfermidade. 4 Isso porque as lesões de psoríase frequentemente surgem em áreas que passaram por algum tipo de trauma, como queimaduras e tatuagens.4
Os indivíduos que consomem cigarro ou álcool apresentam uma predisposição maior à psoríase. 4 A eliminação desses hábitos no seu dia a dia contribui consideravelmente para o controle de seus sintomas com maior eficiência. 4
Algumas infecções — sobretudo a de garganta — têm relação com a manifestação de alguns quadros de psoríase. Ademais, os climas frios e secos, o uso de alguns medicamentos e o ressecamento da pele podem cooperar para a sua ocorrência. 4
No que se refere aos medicamentos desencadeadores, entre os mais comuns, estão os utilizados para tratar a hipertensão arterial (pressão alta) e os demais betabloqueadores e antimaláricos, prescritos para o tratamento de transtorno bipolar.5
O excesso de peso pode elevar as chances de desenvolver psoríase.3 Os indivíduos diagnosticados com essa enfermidade têm uma propensão a ter um peso superior ao considerado ideal para uma vida saudável.3
Pessoas com hipertensão arterial têm mais riscos de ter esse problema autoimune, mesmo considerando outras condições de saúde, medicamentos e fatores sociais.6 A pressão alta é ainda mais comum em pessoas com artrite psoriásica. Os mais propensos são aqueles com sobrepeso e que desenvolvem psoríase em idade mais avançada.6
Os sintomas de psoríase variam para cada pessoa e de acordo com o tipo da doença desenvolvido e conforme a gravidade.5 Geralmente, as manifestações clínicas mais recorrentes incluem:5
Em situações em que a psoríase é diagnosticada como leve, o indivíduo pode sentir apenas alguns desconfortos decorrentes dos sintomas.5 Já em casos mais graves, a enfermidade pode ser bastante dolorosa, gerando impactos na qualidade de vida e na autoestima do paciente.5
Existem diferentes tipos de psoríase que se caracterizam a partir da forma e dos locais em que se apresentam.5 Acompanhe, a seguir, quais são eles e como ocorrem!
Uma das formas mais comuns da doença, a psoríase em placas ou vulgar tem esse nome por formar placas secas, de tom avermelhado e com escamas esbranquiçadas ou prateadas.5
Normalmente, essas placas acometem os joelhos, o couro cabeludo, os cotovelos, a cicatriz umbilical e a região lombar, mas também podem aparecer em outras partes do corpo, incluindo a área dos genitais.5 Elas coçam e podem provocar dor, sendo que, nos quadros mais graves, racham e sangram.5
É o tipo que atinge as unhas das mãos e dos pés.5 Nesse caso, as unhas passam a crescer de forma anormal, engrossando de modo inesperado, além de escamarem, mudarem de cor e deformarem.5 Conforme a condição se agrava, elas podem até descolar.5
Manifesta-se no couro cabeludo, ocasionando áreas avermelhadas com escamas mais espessas branco-prateadas, que se intensificam após o indivíduo coçar essa região.5 Os flocos de pele morta podem ser percebidos nos cabelos ou nos ombros da pessoa, haja vista que caem após o couro cabeludo ser coçado.5
Esses flocos se parecem com caspas, mas não são a mesma coisa, sendo necessário observar as suas características.5
Trata-se do tipo mais relacionado a infecções bacterianas, como as que afetam a garganta.5 A condição pode ser identificada pelo aparecimento de pequenas feridas, cujo formato se assemelha a uma gota, nos braços, nas pernas, no tronco e no couro cabeludo.5
As feridas são envolvidas por uma escama fina, que difere das placas comuns da patologia, que são mais grossas.5 A psoríase gutata é mais frequente em crianças e em jovens abaixo dos 30 anos.5 Os seus sintomas podem melhorar espontaneamente.5
A psoríase invertida pode ser observada nas áreas úmidas e nas dobras, como virilhas, axilas e abaixo dos seios.5 Nela, há manchas vermelhas e inflamadas, sem a presença de uma descamação grosseira característica das lesões que acometem o restante do corpo.5
A modalidade da doença pode se agravar em pacientes que sofrem de obesidade ou em quadros de sudorese excessiva, bem como de atrito na área comprometida.5
A condição consiste na forma em que ocorrem pústulas. Ou seja, pequenas bolhas preenchidas por pus sobre a pele, deixando a sua superfície avermelhada.5 Ela pode aparecer em todos os locais do corpo ou em pontos mais específicos, como pés, mãos ou dedos, o que é denominado de psoríase palmoplantar.5
Um dos seus diferenciais é a rapidez com a qual ela se desenvolve.5 As bolhas de pus podem surgir em poucas horas depois de a pele ficar avermelhada.5 Inclusive, dentro de um ou dois dias, elas secam, mas podem reaparecer nos próximos dias ou semanas.5
Quando generalizada, a psoríase pustulosa pode causar coceira intensa, febre, calafrios e fadiga.5 Essa apresentação da enfermidade requer bastante atenção e cuidado por ser grave, podendo levar a pessoa à morte se não for tratada corretamente.5
Considerado um dos tipos menos comuns, a psoríase eritrodérmica afeta todo o corpo com manchas vermelhas que ardem ou coçam intensamente, o que pode causar febre e calafrios.5 O seu surgimento pode ser desencadeado por tratamentos intempestivos, como o uso ou a suspensão brusca de corticosteroides, por infecções ou pela manifestação de outras formas de psoríase que não foram controladas adequadamente.5
A psoríase eritrodérmica também é grave. Aliás, em muitos casos, a condição exige que o indivíduo seja hospitalizado para que o problema seja tratado e monitorado de forma adequada.5
É exteriorizada nas articulações, ocasionando dores nesses locais.5 A dor tende a ser sentida diante do movimento das articulações, mas pode melhorar com a realização de movimentos contínuos.5
Quem lida com essa condição pode enfrentar rigidez progressiva, que tende a provocar deformidades permanentes.5 Vale ressaltar que a psoríase artropática pode acometer qualquer articulação — desde o cotovelo até a coluna vertebral.5
Não, a psoríase não é uma doença contagiosa.3 Por isso, as pessoas com o diagnóstico positivo dessa condição não devem deixar de ter contato social e nem devem ser evitadas.3 No entanto, muitos pacientes são tratados com preconceito e sentem vergonha das lesões aparentes em sua pele.3
As situações de discriminação fazem com que os indivíduos queiram se isolar, tendo dificuldades para manter relacionamentos interpessoais, emocionais, sexuais, familiares, profissionais e de lazer no seu cotidiano. Contudo, o contexto pode piorar a dermatose psoriática.2
Por ser uma patologia crônica e sem cura definitiva, com uma inflamação generalizada que afeta o corpo de forma visível, a psoríase aumenta a probabilidade de desenvolver sintomas de transtornos mentais.2 Aproximadamente 25% dos pacientes já tiveram sintomas de depressão e ansiedade, e 48% deles sofreram de ansiedade.2
Uma quantidade significativa de pacientes relata que as lesões da psoríase surgem ou pioram após experimentarem estresse agudo ou prolongado.3 A explicação para isso pode estar no fato de que as células que dão origem à pele estão intimamente relacionadas às células do sistema nervoso.7
É sabido, inclusive, que muitas patologias da pele têm alguma associação com o estado mental do indivíduo.7 As mudanças psicológicas podem se refletir em um órgão específico do corpo, conhecido como “órgão de choque”.7 A pele é considerada um desses ‘’órgãos de choque’’ e, possivelmente, sente e absorve o impacto dessas oscilações emocionais.7
Uma maneira pela qual uma pessoa pode expressar a sua insatisfação, um desconforto ou um mal-estar é por meio da somatização, na qual a emoção é liberada de maneira não intencional em um ou mais órgãos do seu corpo.7 Aliás, o paciente com somatização não é definido pela incapacidade de sentir ou de expor emoções, mas, sim, pela dificuldade de lidar com o controle emocional e a experiência afetiva.7
Acredita-se que quem sofre de psoríase enfrenta obstáculos para revelar o que sente — especialmente emoções mais agressivas e hostis.7 Assim, a condição pode ser uma forma não verbal que o corpo encontra para manifestar os sentimentos reprimidos.7
Entre indivíduos psicossomáticos, englobando aqueles diagnosticados com patologias dermatológicas, há a predominância de personalidades com um estilo cognitivo-afetivo restrito. Isso significa que apresentam dificuldades para expressar as suas emoções verbalmente, sendo mais introspectivos.7
De um lado, a psoríase está atrelada à consequência do estresse, haja vista que muitos pacientes relatam que desencadearam a condição ou perceberam a piora dos seus sintomas diante de situações estressantes.7 Por outro lado, ela também é vinculada ao aumento do estresse devido ao constrangimento gerado pela condição.7
A forma como os eventos estressantes são percebidos varia de pessoa para pessoa, o que pode influenciar positiva ou negativamente a evolução da doença.7 No contexto da psoríase, é comum que os pacientes enfrentem sentimentos de rejeição e estigmatização em sua vida diária — aspecto que afeta a sua integração social.7
Isso pode resultar em dificuldades no ambiente de trabalho, constrangimentos em situações públicas, como salões de beleza e clubes, mudanças no estilo de se vestir e sentimentos intensos de irritação e de angústia. Em decorrência das manifestações físicas do transtorno e da baixa autoestima associada, o indivíduo pode se tornar mais suscetível ao estresse.7
Outro aspecto importante a ser considerado é a competência do paciente em lidar com a enfermidade. Ou seja, a sua habilidade de adaptação para enfrentar e desenvolver estratégias que ajudem a gerenciar os sintomas da psoríase — o que pode melhorar a sua qualidade de vida.7
Esse é o caso do Antônio, que desenvolveu a psoríase após sofrer um grande estresse ao ter que se afastar do trabalho. Depois de se sentir constrangido em público devido à sua condição, ele decidiu conhecer mais sobre ela, amar e tratar melhor o seu corpo.
As comorbidades são condições médicas adicionais que podem ocorrer em pessoas que têm uma determinada doença.8 Descubra quais são aquelas associadas à psoríase abaixo!
A psoríase está ligada ao diabetes e às suas complicações, como a resistência à insulina, os problemas vasculares e a retinopatia diabética, em comparação com indivíduos sem diabetes.6 Pacientes com psoríase moderada a grave têm uma maior chance de desenvolver a condição.6
As complicações cardiovasculares severas são a principal causa de óbito em pessoas com psoríase.6 Essa maior incidência já foi documentada independentemente da gravidade das lesões de pele. 6 Alguns estudos indicam uma associação mais significativa com doenças vasculares em mulheres do que em homens. 6
Tradicionalmente, a dermatose psoriática é explicada como uma resposta a fatores psicossociais e a uma diminuição da saúde e do bem-estar.6 No entanto, atualmente, considera-se a hipótese de que ela seja resultado de uma inflamação crônica.6 Há evidências de que a psoríase seja um fator de risco independente para o desenvolvimento de depressão e vice-versa.6
Os neuromoduladores têm o potencial de regular a inflamação neurogênica, podendo desencadear crises de psoríase por meio de mecanismos de estresse mediados.6 As formas mais graves da enfermidade estão relacionadas a uma pior qualidade de vida e a mais sintomas de ansiedade e de depressão. 6
Um estudo sobre psoríase descobriu que pacientes que carregam essa condição também podem ter problemas no fígado.6 Outra investigação apontou que, entre todas as causas, as patologias que atingem esse órgão são as mais perigosas para pessoas com psoríase.6
A psoríase pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença renal crônica e a doença renal terminal.6 Isso pode ocorrer devido à inflamação persistente gerada pelo sistema imunológico, ao uso de certos medicamentos — como ciclosporina e metotrexato — e a comorbidades, como pressão alta e diabetes.6
Qual é o tratamento para a psoríase?
Embora não haja uma cura definitiva, a psoríase pode ser tratada e controlada.5 A eficácia do seu tratamento pode variar de acordo com o tipo e com a gravidade da condição, e conforme a resposta de cada indivíduo à abordagem terapêutica.5
O que é eficaz para uma pessoa pode não funcionar para outra.5 Por isso, o tratamento da psoríase é adaptado às necessidades individuais de cada paciente.5
Atualmente, devido à variedade de tratamentos disponíveis, é viável alcançar uma pele livre ou quase livre de lesões — mesmo em casos graves da enfermidade.5 Conheça as principais alternativas terapêuticas para a psoríase nos tópicos abaixo!
Para os casos leves, a hidratação da pele, a aplicação de medicamentos tópicos apenas nas áreas afetadas, a orientação dermatológica quanto à exposição solar e o tipo de fotoprotetor mais adequado podem ser suficientes para melhorar o quadro clínico e promover a remissão dos sintomas.5
No tratamento tópico, são prescritos medicamentos em cremes e pomadas, que devem ser aplicados sobre a pele.5 Os produtos podem ser utilizados de forma isolada ou em conjunto com outras terapias.5
Os tratamentos sistêmicos, que consistem em medicamentos administrados por via oral ou injetável, são frequentemente prescritos para pacientes com casos graves de psoríase e/ou com artrite psoriásica. Inclusive, o mesmo é recomendado para aqueles cuja psoríase leve não responde ao tratamento tópico ou à fototerapia.5
Indicados para os casos mais graves, os tratamentos biológicos se baseiam na aplicação de medicamentos injetáveis.5
A fototerapia ocorre a partir da exposição da pele à luz ultravioleta. Trata-se de um processo que deve ser feito apenas por um médico devidamente qualificado por questões de segurança.5
Essa abordagem terapêutica é indicada para casos moderados, em que os tratamentos anteriores não aliviaram os sintomas.5 Nessas circunstâncias, há duas opções de fototerapia disponíveis: a exposição à luz ultravioleta A (PUVA) e à ultravioleta B de banda estreita (NB-UVB).5
O PUVA é uma terapia que usa medicamentos para sensibilizar a pele à luz, chamados psoralenos (P), seguidos da exposição à luz ultravioleta A (UVA) em uma câmara especial.5 As sessões de PUVA são breves, e a quantidade de UVA é aumentada aos poucos, adaptando-se ao tipo de pele e à resposta de cada paciente.5
Já a terapia com UVB de banda estreita não requer o uso de medicamentos e tem menos efeitos colaterais.5 Ela também é mais segura para mulheres grávidas.5
A propósito, é fundamental destacar que as cabines de bronzeamento artificial não são iguais à fototerapia e podem ser mais prejudiciais do que benéficas.5
A dermatose psoriática pode afetar muito a qualidade de vida e a autoconfiança do paciente, o que pode complicar bastante a condição.5 Por isso, é recomendado o acompanhamento psicológico.5
Além disso, uma alimentação equilibrada, a manutenção do peso sob controle e a prática de exercícios físicos podem contribuir (e muito!) para a melhora. 5 É imprescindível que o tratamento não seja interrompido sem autorização médica, pois isso pode piorar o quadro da patologia.5
Como vimos, a psoríase é bastante incômoda, causando lesões na pele que não apenas a afetam fisicamente, mas também emocionalmente.5 No entanto, o “lado positivo” é que estamos lidando com uma doença manejável, o que permite que o paciente conviva melhor com a condição.5 Se você perceber qualquer sinal de aparecimento dessa enfermidade, é recomendado buscar um dermatologista o quanto antes.5 Ao receber um diagnóstico precoce, você poderá antecipar o tratamento e diminuir os riscos e impactos da condição na sua vida, aumentando o seu conforto e o bem-estar.5
A psoríase pode ser desafiadora, mas, com o tratamento adequado e o apoio necessário, é possível viver sem limitações e mais feliz. Agora, que tal conferir mais conteúdos como este? Visite o blog A Vida Plena!
Referências
1. Ministério da Saúde. Psoríase. [Internet], 2016. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/psoriase/>. Acesso em: 30 jan. 2024.
2. Ministério da Saúde. 29/10 – Dia Nacional e Mundial da Psoríase. [Internet]. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/29-10-dia-nacional-e-mundial-da-psoriase-3/>. Acesso em: 30 jan. 2024.
3. Sociedade Brasileira de Dermatologia. O que é psoríase? [Internet]. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/psoriase/>. Acesso em: 30 jan. 2024.
4, Sociedade Brasileira de Dermatologia. Entenda a psoríase: o que é, como se manifesta e com tratá-la. [Internet], 2016. Disponível em:<https://www.sbd.org.br/entenda-a-psoriase-o-que-e-como-se-manifesta-e-como-trata-la/>. Acesso em: 30 jan. 2024.
5. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Psoríase – O que é? [Internet]. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/doencas/psoriase/>. Acesso em: 30 jan. 2024.
6. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Consenso Brasileiro de Psoríase 2020. [Internet], 2020. Disponível em: <https://www.biosanas.com.br/uploads/outros/artigos_cientificos/152/770a01deea02365ae98071043abd3f12.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2024.
7. SILVA, Kênia de Sousa; SILVA, Eliana Aparecida Torrezan da. Psoríase e sua relação com aspectos psicológicos, estresse e eventos de vida. Estudos de Psicologia (Campinas), vol. 24, no. 2, pp. 257-266, abril-junho de 2007. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/estpsi/a/3nvdQvRXDXWFFXxTnGrNcdp/#>. Acesso em: 30 jan. 2024.
8. VALDERAS, J.M. et al. Defining comorbidity: implications for understanding health and health services. Ann Fam Med. 2009 Jul-Aug;7(4):357-63. doi: 10.1370/afm.983. PMID: 19597174; PMCID: PMC2713155. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2713155/>. Acesso em: 30 jan. 2024.
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