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Publicado em: 6 de setembro de 2024
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A constipação intestinal pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum ocorrer em mulheres.¹ Também conhecida como intestino preso, essa condição é caracterizada pela dificuldade eventual ou constante de eliminar fezes, o que provoca diversos desconfortos e tende a causar outros transtornos.¹
Contudo, é importante saber que não se trata de uma doença, mas sim de um sintoma.1,2 Ou seja, a prisão de ventre pode estar relacionada a doenças ou a distúrbios funcionais que afetam as estruturas e os mecanismos envolvidas na evacuação.²
Mas no caso das mulheres, quais são os fatores associados? Neste artigo, você verá a resposta para essa pergunta. Continue lendo e confira.
Segundo um estudo, que contou com a participação de 3029 mulheres, 66% delas disseram apresentar sintomas gastrointestinais e 43% apontaram a distensão abdominal e a constipação como desconforto.3
Para 62% dessas mulheres, os sintomas gastrointestinais afetam a qualidade de vida, em especial a constipação.3 De acordo com as participantes, a condição interfere no humor, na concentração e na vida sexual.3
Geralmente, o quadro não está associado a distúrbios físicos ou anatômicos do intestino.¹ Ele costuma ser provocado pela baixa ingestão de fibras e líquidos, mas também se associa a fatores como sedentarismo, ansiedade, depressão e o maus hábitos como adiar a ida ao banheiro.1
No caso da prisão de ventre em mulheres, existem ainda três fatores que favorecem o problema. Veja, a seguir, quais são eles.
A endometriose é uma doença crônica em que o endométrio, tecido que reveste o útero, migra para outras partes do corpo, inclusive o intestino.4 Por isso, entre outros sintomas, as mulheres apresentam queixas intestinais.5
A endometriose intestinal acomete principalmente o reto e o sigmoide.6 Quando afeta o reto, causa sintomas de obstrução.6 Dependendo do nível de comprometimento da parede do intestino, a doença provoca dor retal ao defecar, constipação ou diarreia e alternância entre prisão de ventre e diarreia.6
A prisão de ventre em mulheres gestantes é uma queixa muito comum nos atendimentos obstétricos.7 Além da questão da dieta e da baixa ingestão de água, existem outros fatores que pioram esses sintomas durante a gestação.7
A prisão de ventre na gravidez também ocorre devido à suplementação de ferro, aos efeitos dos hormônios sobre a motilidade gastrointestinal, à redução da motilidade do cólon e à prática reduzida de atividades físicas.7
Inclusive, mulheres que já apresentam constipação relatam que o sintoma agrava durante a gravidez.7 Ainda não se sabe ao certo por que acontece, mas os hormônios sexuais femininos parecem ter influência sobre as células musculares lisas gastrointestinais.7
Estudos apontam que doses altas de progesterona inibe a motilina , um hormônio que estimula o esvaziamento gástrico.7 Assim, os níveis aumentados da progesterona durante a gestação poderiam causar a prisão de ventre em mulheres.7
O pico máximo dos níveis de progesterona ocorre logo após a ovulação.8 Como você viu, o aumento dos níveis desse hormônio afetam a motilidade do intestino.7 Isso explicaria por que durante a TPM também pode acontecer o quadro de prisão de ventre em mulheres.
Três fatores são necessários para garantir o bom funcionamento do intestino: a ingestão adequada de água, o consumo de fibras e a prática de atividades físicas.9
Sendo assim, o tratamento clínico para esse sintoma é feito por meio do aumento da ingestão oral de fibras vegetais, na forma de farelos, sementes ou mucilagens, mas sempre com orientação dietética nutricional.1 Além disso, é fundamental aumentar a ingestão de água e outros líquidos para três a quatro litros por dia.¹
Essas duas medidas são importantes porque as fibras favorecem a formação do bolo fecal, e com a ingestão da quantidade adequada de água, é possível estimular a atividade dos músculos intestinais.9
Mas não podemos esquecer o último fator desse tripé. Ou seja, para tratar a prisão de ventre, é primordial promover mudanças nos hábitos de vida e evitar o sedentarismo com a prática equilibrada de atividades físicas.¹
Vale ressaltar que, em casos especiais, o tratamento pode ser complementado com uma abordagem psicoterápica.¹ Também há condições em que laxantes e outros tipos de medicamentos são considerados como terapia complementar para a constipação primária, mas sempre associados às mudanças na dieta e no comportamento.¹
Importante evitar a automedicação e procurar a ajuda de um especialista quando necessário.
Você viu que a prisão de ventre na TPM pode ocorrer como uma resposta às variações hormonais.7 Também explicamos que a constipação pode ser evitada ou amenizada com mudanças na dieta, maior ingestão de água e prática de atividades físicas.9
Caso não exista uma melhoria dos sintomas mesmo com esses cuidados, e após passar a TPM, é importante consultar um especialista.
Prisão de ventre e endometriose também podem acontecer juntas.6 Então, para mulheres que têm essa doença, é fundamental o acompanhamento ginecológico rigoroso. Inclusive porque existe risco de um quadro de endometriose intestinal, que também leva à constipação, conforme explicado.6
As gestantes devem relatar o problema ao obstetra para que sejam adotados cuidados especiais para alívio do sintoma. Se isso não acontecer, o especialista deve ser informado mais uma vez.
É válido lembrar que a constipação pode ocorrer de forma secundária em função de doenças sistêmicas ou do trato gastrointestinal.¹ Portanto, quando as mudanças na dieta e nos hábitos não funcionam, é necessário procurar o médico, já que o problema pode estar associado à falta de contração do colo ou à presença de distúrbios funcionais ou anatômicos no assoalho pélvico.¹
Os alimentos in natura, assim como cereais integrais, ajudam a aumentar o consumo diário de fibras e a minimizar o desconforto da prisão de ventre em mulheres.9 Ao mesmo tempo, é importante ter cuidado com os alimentos industrializados porque o processamento deles retira nutrientes, inclusive as fibras.9 Quando as medidas citadas não surtem efeito, é indispensável buscar auxílio médico.
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Referências:
1. Sociedade Brasileira de Coloproctologia – SBCP. Constipação. 2013. Disponível em: https://sbcp.org.br/arquivo/constipacao/. Acesso em: 29 maio 2024.
2. Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia – SBMDN. Constipação Intestinal. 2023. Disponível em: https://www.sbmdn.org.br/constipacao-intestinal/. Acesso em: 29 maio 2024.
3. Del’arco APWT, Magalhães P, Quilici FA. Sim Brasil Study – Women’s gastrointestinal health: gastrointestinal symptoms and impact on the brazilian women quality of life. Arquivos de Gastroenterologia, v. 54, n. 2, p. 115–122, abr. 2017.
4. Brasil, Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde MS. Saúde da Mulher – Endometriose. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/saude-da-mulher-endometriose/. Acesso em: 29 maio 2024.
5. Rodrigues LA et al. Analysis of the influence of endometriosis on quality of life. Fisioterapia em Movimento, v. 35, p. e35124, 8 jul. 2022.
6. Bassi MA et al. Endometriose intestinal: uma doença benigna? Revista da Associação Médica Brasileira, v. 55, n. 5, p. 611-616, 2009.
7. Saffioti RF et al. Constipação intestinal e gravidez. Femina, v. 39, n. 3, mar. 2011. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-604871#:~:text=Na%20gravidez%2C%20al%C3%A9m%20dos%20fatores,hormonais%20sobre%20a%20motilidade%20gastrintestinal.. Acesso em: 29 maio 2024.
8. Chaves CPG et al. Ausência de variação da flexibilidade durante o ciclo menstrual em universitárias. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 8, n. 6, p. 212–218, dez. 2002.
9. Brasil, Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde MS. Constipação intestinal. 2007. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/constipacao-intestinal/. Acesso em: 29 maio 2024.
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