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5 sintomas de prisão de ventre e como lidar com eles!

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Você já percebeu que, no dia a dia, vai ao banheiro poucas vezes e, mesmo assim, não sente o alívio que deveria? Inclusive, talvez você sinta dor ao evacuar ou tenha notado que as suas fezes estão mais duras, secas e pequenas. Por isso, é essencial entender os sintomas da prisão de ventre.

A depender do cenário, é provável que você já tenha recorrido a algum laxante para aliviar a sua situação, certo? Pois é! Mas você sabia que o quadro pode ser constipação intestinal?

Apesar de a condição ser bem comum, é preciso ter atenção aos sinais que indicam uma provável prisão de ventre, já que alguns deles podem apontar para uma doença mais grave. A boa notícia, porém, é que a adoção de mudanças na dieta e no estilo de vida, geralmente, podem ser suficientes para regular o seu intestino.

Neste post, confira — entre outros pontos-chave — as causas da prisão de ventre e como lidar com o desconforto. Confira essa leitura e lembre-se de sempre procurar um especialista

O que é prisão de ventre?

A prisão de ventre é uma condição que pode ser causada por vários fatores. O problema afeta cerca de 19% da população ao redor do mundo, estando entre os cinco diagnósticos mais comuns em clínicas de gastroenterologia.1, 2

Além disso, a constipação intestinal pode ser classificada como “primária” ou funcional quando não existe uma causa definida ou identificável e “secundária” conforme as suas causas. A constipação funcional dependendo do funcionamento intestinal, pode ser classificada como de trânsito lento ou normal.1

Quais são os sintomas da prisão de ventre?

Via de regra, os sintomas da prisão de ventre costumam causar muito desconforto.1 A seguir, listamos alguns deles. Fique de olho!

1. Dificuldade para evacuar

A dificuldade na hora de ir ao banheiro é um critério tão importante no diagnóstico da prisão de ventre que faz parte do protocolo aplicado pelos médicos para determinar se o paciente tem ou não prisão de ventre.1 

Segundo o critério de Roma (conjunto de diretrizes clínicas desenvolvido para auxiliar no diagnóstico e na classificação de distúrbios gastrointestinais funcionais), para caracterizar a prisão de ventre, a pessoa deve:1

  • fazer esforço durante mais de 25% das defecações;1
  • apresentar fezes irregulares ou duras em mais de 25% das defecações;¹
  • ter sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das defecações;¹
  • ter sensação de obstrução/bloqueio anorretal em mais de 25% das defecações;¹
  • realizar manobras manuais para facilitar a evacuação em mais de 25% das defecações;¹
  • apresentar menos de três evacuações espontâneas por semana;¹
  • apresentar fezes amolecidas somente com o uso de laxantes.¹

2. Desconforto e/ou distensão abdominal

Consequentemente, com a dificuldade em evacuar, é comum que ocorram desconfortos e distensão abdominal.3

3. Efeitos psicológicos negativos

Apesar de não acontecerem frequentemente, os casos crônicos têm um impacto significativo sobre a qualidade de vida, causando não só efeitos físicos, mas também psicológicos, como frustração e mau humor.1,4 Os pacientes, geralmente, reclamam que a prisão de ventre atrapalha a sua vida diária, limitando a sua produtividade e até as atividades sociais.2

4. Problemas na região anal 

A prisão de ventre também pode levar à formação de hemorroidas e fissuras anais. Usualmente, as condições se devem à força exercida durante a ida ao banheiro.4

5. Problemas sexuais e urinários

Além desses sintomas clássicos, muitas pessoas relatam problemas relacionados ao sexo, como dor durante a relação sexual e aquela sensação de “não esvaziar a bexiga completamente” ao urinar.1

A prisão de ventre pode ser algo grave?

Mesmo que, geralmente, a condição não coloque a vida em risco, a constipação crônica pode estar relacionada a problemas diversos, como:1

  • uso de alguns medicamentos para dor, como opioides, ou para hipertensão (bloqueadores de canais de cálcio);1
  • distúrbios metabólicos, como hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue);1
  • problemas neurológicos, como Parkinson;1
  • problemas no cólon, como câncer e inflamação.1

Por essa razão, é imprescindível diferenciar a constipação funcional, onde não é detectada doença orgânica, dessas outras condições que caracterizam a constipação secundária.2,3 Para tal, além do critério de Roma, muitas vezes, são necessários exames mais completos.³

O exame do toque retal, por exemplo, é fundamental para descartar casos de câncer e doenças severas. Se o exame físico estiver normal, o médico poderá solicitar exames laboratoriais.1

Esses procedimentos englobam o painel químico, os testes de função da tireoide e os exames de sangue completos, que excluirão ou confirmarão as doenças metabólicas que tendem a causar prisão de ventre. Se os resultados estiverem dentro da normalidade mais uma vez, o profissional, certamente, indicará que você faça mudanças no seu estilo de vida.1

Ou seja, além de ajudar na compreensão da origem dos sintomas, o diagnóstico correto indica de que forma você pode aliviar os sintomas e ter mais saúde e bem-estar no seu dia a dia.

Síndrome do Intestino Irritável (SII)

Uma condição que merece atenção especial é a Síndrome do Intestino Irritável (SII). Trata-se uma doença na qual a pessoa acometida sente muita dor na barriga e apresenta também mudanças no hábito intestinal (prisão de ventre, diarreia ou alternância entre os dois) Inclusive, alguns médicos acreditam que as condições se sobrepõem, e as diferenças, na realidade, deveriam se basear apenas na severidade dos casos.5

Embora os sinais se pareçam algumas vezes, é muito importante diferenciar a constipação funcional da SII, na qual a dor abdominal domina o quadro. A razão por trás é o fato de que o tratamento para cada condição é diferente.5

Para a SII, por exemplo, são usados antidepressivos, antiespasmódicos e terapia cognitivo-comportamental (TCC). Já a fisioterapia pélvica é mais eficaz na constipação funcional.5 É o que mostra o trabalho de Siah e de seus colaboradores.5

Eles analisaram vários trabalhos que compararam as duas condições e concluíram que a maioria dos pacientes tem sintomas que se encaixam em ambas.5 De maneira surpreendente, aqueles com a Síndrome do Intestino Irritável tendem a ter mais sintomas de constipação do que aqueles com constipação funcional.5

Aliás, eles também notaram que, na SII, é comum a pessoa sentir mais dor, mesmo quando a quantidade de gases no intestino é normal.5 Por outro lado, na constipação funcional, o tempo que o alimento leva para viajar pelo cólon, desde a sua ingestão até a excreção, pode ser mais longo.5

Sintomas de alerta

Também é preciso pontuar que existem alguns sintomas associados com a constipação crônica que podem na realidade representar uma doença mais grave. Dessa forma, é essencial consultar o médico especialista em problemas do sistema digestivo, o gastroenterologista, se você seguiu as orientações e tratamentos, mas não está melhorando;1

  • notou sangue nas fezes;1
  • está perdendo peso sem tentar fazê-lo;1
  • sente cansaço constantemente;1
  • tem muita dor abdominal;1
  • Anemia.*

O que possivelmente vem causando a prisão de ventre?

5 sintomas de prisão de ventre e como lidar com eles!

Se você sofre de prisão de ventre, confira as causas possíveis dessa condição. A seguir, elencamos as mais comuns. Vamos à leitura!

Baixa ingestão de água e de fibras

Nos casos de constipação funcional, aumentar a quantidade ingerida de fibras e água todos os dias, geralmente, ajuda bastante. Contudo, existem alguns fatores que aumentam as chances de você ter esse problema.3 Veremos nos tópicos abaixo!

Predisposição genética

O histórico familiar é um exemplo. Não se sabe ao certo se o quadro acontece por causa de um gene específico, mas se alguém da sua família já sofre com a prisão de ventre, você também pode desenvolvê-la.³

Idade e gênero

Nos idosos, as causas da prisão de ventre estão, via de regra, relacionadas ao uso de muitos remédios, à falta de atividade física e a uma dieta ruim e ao próprio envelhecimento do intestino.1

Já as mulheres também parecem ser mais acometidas pela condição do que os homens, especialmente durante a gravidez. Entre 11% e 38% das mulheres grávidas apresentam sintomas de prisão de ventre. Isso acontece por causa das mudanças no sistema digestivo que ocorrem durante esse período.4

A progesterona, por exemplo, um hormônio que aumenta durante a gravidez, pode deixar os movimentos intestinais mais lentos e fazer com que as fezes fiquem mais duras. Além disso, as mudanças na dieta e os suplementos de ferro e cálcio que muitas gestantes tomam também podem contribuir para o problema — e como “plus”, nesse momento, naturalmente, as mulheres também costumam reduzir as atividades físicas regulares.4

Fatores emocionais

Não é incomum que pessoas com constipação intestinal também sofram de ansiedade, estresse, traumas ou depressão. Além disso, algumas têm vergonha de usar o banheiro em locais públicos e acabam “segurando as fezes”, o que pode levar a um problema mais grave.4

Quando você não evacua, o corpo pode absorver mais água das fezes, deixando-as duras e dificultando a sua passagem. Isso também pode fazer com que você perca a vontade de ir ao banheiro regularmente.4

Disbiose intestinal

Outra causa é a disbiose intestinal, que é um desequilíbrio na quantidade e na variedade dos micro-organismos do intestino.2 A condição diminui o número de micro-organismos benéficos e das importantes funções que realizam, causando, ainda, o aumento de bactérias não desejadas.6

Vários fatores provocam essa alteração, como mudanças no estado de saúde, nos hábitos alimentares e de higiene, no estilo de vida, no uso de antibióticos e de outros medicamentos etc. Inclusive, a disbiose pode causar problemas não só no intestino, mas também em outros sistemas do corpo, como o coração, os pulmões e o cérebro.6

Como aliviar o desconforto?

A constipação funcional costuma melhorar com mudanças no estilo de vida e na dieta. Por vezes, pode ser necessário utilizar algum medicamento de alívio rápido. Em casos mais complicados, quando os músculos do assoalho pélvico (aqueles que seguram o reto) estão fracos, pode ser preciso fazer terapia.¹

Mudanças na dieta e no estilo de vida

Como dito antes, a quantidade de água e de fibras que você consome a partir da sua alimentação tem um grande impacto nos sintomas da prisão de ventre. Inclusive, é importante também manter uma rotina de exercícios físicos. A medida ajuda a melhorar a saúde do intestino ao aumentar os movimentos intestinais e deixar as fezes mais amolecidas.1

As fibras são um tipo de carboidrato que o corpo humano não consegue digerir completamente. Elas ajudam a acelerar o funcionamento do intestino e, ao reterem água, aumentam o tamanho e volume das fezes, o que estimula a vontade de evacuar.¹

A quantidade diária recomendada para mulheres é de 25g; já para homens, de 38g; e a quantidade ideal para crianças está entre 19g e 25g. No entanto, vale a pena ter cuidado, pois mais de 50g por dia pode aumentar a produção de gases e causar inchaço na barriga.2

A propósito, também tenha cautela quanto ao consumo de água, principalmente quando você está aumentando a ingestão de fibras! A hidratação facilita o efeito laxativo das fibras. Contudo, se você aumentar a ingestão sem beber líquidos suficientes, a ação pode impactar negativamente sua evacuação e.2

Vale lembrar que a fibra presente nos alimentos é melhor que aquelas encontradas em suplementos porque certas características das primeiras opções facilitam o trabalho das enzimas digestivas.2 Além disso, alguns alimentos têm outras substâncias importantes, como polifenois e sorbitol, que trabalham juntos, ampliando os benefícios.2

Algumas alternativas que podem aliviar a prisão de ventre são:2

  • kiwi;2
  • peras;2
  • maçãs;2
  • ameixas;2
  • brócolis;2
  • feijão;2
  • lentilhas;2
  • farelos de cereais integrais;2
  • semente de linhaça.2

Podemos atingir a quantidade certa diária de fibras comendo de quatro a cinco porções de frutas e/ou vegetais, mas prefira sempre os crus aos cozidos. O cozimento pode mudar as substâncias boas e até mesmo destruir as fibras.2

Além disso, claro, não ignore a necessidade de ir ao banheiro, pois isso acaba por diminuir gradualmente a vontade de evacuar.1

Utilização de medicamentos

O uso de medicamentos também é uma opção, e muitos pacientes acabam precisando deles em algum momento. Para uma administração a longo prazo, os que costumam ser e bem tolerados são as fibras (psylllium e metilcelulose) e os laxantes osmóticos.1

Os suplementos de fibras são chamados de laxantes formadores de massa. Basicamente, eles funcionam retendo a água para aumentar o volume das fezes, estimulando os movimentos intestinais.4

Para mulheres grávidas que não responderam às opções não farmacológicas, esses laxantes são, geralmente, os primeiros a serem recomendados, pois são considerados seguros. Uma desvantagem é o fato de que eles não funcionam imediatamente e podem causar gases, cólicas e inchaço.4,7

Os laxantes osmóticos e salinos, por sua vez, mudam o equilíbrio da água no intestino, o que aumenta a quantidade de líquidos e eletrólitos nas fezes, deixando-as mais volumosas e menos consistentes. Isso em excesso pode causar gases e inchaço.7

Inclusive, se usados por muito tempo, eles podem desequilibrar a quantidade de minerais que desempenham importantes funções em nosso organismo.7

Os laxantes estimulantes são aqueles que, como o nome já sugere, estimulam os movimentos do intestino. Essa alternativa deve ser usada com cuidado por causar muitos efeitos colaterais, como cólicas e desidratação devido à diarreia.4 Aliás, se administrados por muito tempo, também podem desequilibrar os sais minerais.7

Para uma utilização a curto prazo, a exemplo de um pós-operatório, um emoliente de fezes é mais adequado.8 Ele também é conhecido como laxante emoliente e age permitindo que a água entre nas fezes mais rapidamente. Geralmente, essas opções não apresentam efeitos colaterais significativos.4

Além de laxantes, existem agentes denominados “agonistas de serotonina”, que aumentam o trânsito intestinal. Por outro lado, pacientes com problemas cardíacos devem ficar atentos quanto à administração em razão dos efeitos colaterais sobre o sistema cardiovascular.1

Por fim, enemas e supositórios são utilizados quando os laxantes orais não surtem efeito. A ação é local e rápida, mas pode causar desconforto e irritação na região. Além disso, normalmente, são mais inconvenientes quando se trata da administração.4

Uso de probióticos

Muitos estudos mostram que probióticos podem ajudar na prisão de ventre.3 Basicamente, os probióticos são micro-organismos que podem melhorar a saúde do intestino, pois realizam atividades benéficas e ajudam a reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais.9

Os melhores efeitos são alcançados com Bifidobacterium lactis.3 Eles atuam melhorando o funcionamento do intestino, deixando as fezes mais consistentes, aumentando a frequência das idas ao banheiro e reduzindo os gases.³

Entretanto, os prebióticos também podem ser úteis. Nesse caso, trata-se de carboidratos que não conseguimos digerir e que aumentam a quantidade de bactérias boas no intestino, como Bifidobacterium e Lactobacillus.3

Outra opção é mudar a composição da microbiota intestinal para produzir substâncias úteis (prebióticos) ou bloquear a produção de substâncias prejudiciais. Por exemplo: podemos manipular a microbiota para produzir ácidos graxos de cadeia curta (SCFAs), que regulam os movimentos intestinais e ativam o sistema imunológico.10

Transplante de microbiota fecal

Como a disbiose pode causar prisão de ventre, o transplante de microbiota fecal é uma opção de tratamento.3 O procedimento consiste no transplante de micro-organismos desejáveis provenientes de um doador saudável para o trato gastrointestinal dos pacientes. O objetivo é regular a condição, aumentando a variedade e a quantidade de micro-organismos benéficos.11

Entretanto, falamos de um tratamento novo. Ou seja, não se sabe ao certo se os efeitos são duradouros, mas os dados são promissores. O método aumenta a frequência de defecação, além de melhorar alguns sintomas, como dor abdominal, náusea e saciedade precoce.2

Fisioterapia pélvica

A fisioterapia pélvica é uma forma de tratamento recomendada quando as mudanças na dieta e os laxantes não funcionam e quando os músculos do assoalho pélvico têm dificuldade em relaxar durante a evacuação (dissinergia do assoalho pélvico).12

Nesse tipo de tratamento, o paciente é treinado para aprender a relaxar e contrair os músculos do assoalho pélvico e o esfíncter anal, melhorando a força e a coordenação dessas contrações.13 Aliás, existem três métodos para isso.12

O primeiro é o treinamento sensorial, que simula a evacuação por meio da introdução de um balão de água no reto. O objetivo é de que o paciente se concentre nas sensações e facilite a passagem do dispositivo.12

Para melhor entender o que esta ocorrendo com seu intestino, alguns exames como a eletromiografia e a manometria anorretal podem ajudar. A eletromiografia, por outro lado, consiste em gravar a atividade mioelétrica dos músculos do assoalho pélvico. Para tal, são utilizados sensores nas proximidades da região anal ou sondas internas. A ideia é treinar os músculos, mostrando ao paciente quando relaxar ou contrair durante a defecação.12

Na manometria, por fim, a pressão do canal anal é medida por diferentes aparelhos, como sondas e balões, que detectam a contração e o relaxamento dos músculos do assoalho pélvico. O treinamento é semelhante ao descrito acima.12 Estes exames são importantes para identificar distúrbios e ajudar a desenvolver exercícios de treinamento.13

A propósito, a terapia pélvica tem sido útil para tratar a constipação quando os músculos pélvicos não funcionam corretamente. Estudos revelam que mais de 70% das pessoas que passaram por esse tratamento se sentiram melhor, e muitas relatam que os efeitos duram mesmo depois de meses ou anos.13

Como vimos, os sintomas da prisão de ventre podem acometer muitas pessoas, independentemente da idade. Quando se torna um problema constante, é importante procurar um médico, que pode sugerir mudanças na dieta, a prática de exercícios ou até mesmo solicitar alguns exames para checar a sua saúde. Geralmente, essas medidas são suficientes para lidar com os sintomas. Alguns casos, porém, requerem a fisioterapia ou o uso de laxantes.

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Conteúdo produzido em 25/03/2024

Referências

1. Włodarczyk J, Wasniewska A, Fichna J, Dziki A, Dziki L, Włodarczyk M. Current overview on clinical management of chronic constipation. J. Clin. Med.

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2. Bellini M, Tonarelli S, Barraca F, Rettura F, Pancetti A, Ceccarelli L, et al. Chronic constipations: Is a nutritional approach reasonable? Nutrients. 2021; 13:3386.

3. Ohkusa T, Koido S, Nishikawa Y, Sato N. Gut microbiota and chronic constipation: a review and update. Front. Med. 2019;6(19):1-9.

4. Rungsiprakarn P, Laopaiboon M, Sangkomkamhang US, Lumbiganon P, Pratt JJ. Interventions for treating constipation in pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2015;(9):CD011448.

5. Siah KT, Wong RK, Whitehead WE. Chronic Constipation and Constipation-Predominant IBS: Separate and Distinct Disorders or a Spectrum of Disease? Gastroenterol Hepatol (N Y). 2016;12(3):171-8.

6. HRNCIR, T. Gut Microbiota Dysbiosis: Triggers, Consequences, Diagnostic and Therapeutic Options. Microorganisms, v. 10, n. 3, p. 578, 7 mar. 2022. Available in: https://doi.org/10.3390/microorganisms10030578. Acesso em: 24 de março de 2024.

7. Trottier M, Erebara A, Bozzo P. Treating constipation during pregnancy. Can Fam Physician. 2012;58(8):836-8.

8. Jani B, Marsicano E. Constipation: Evaluation and Management. Mo Med. 2018;115(3):236-240.

9. Yadav MK, Kumari I, Singh B, Sharma KK, Tiwari SK. Probiotics, prebiotics and synbiotics: Safe options for next-generation therapeutics. Appl Microbiol Biotechnol. 2022;106(2):505-521.

10. Erhardt R, Harnett JE, Steels E, Steadman KJ. Functional constipation and the effect of prebiotics on the gut microbiota: a review. Br J Nutr. 2023;130(6):1015-1023.

11. Liu J, Gu L, Zhang M, Zhang S, Wang M, Long Y, et al. The Fecal Microbiota Transplantation: A Remarkable Clinical Therapy for Slow Transit Constipation in Future. Front Cell Infect Microbiol. 2021;11:732474.

12. Bassotti G, Chistolini F, Sietchiping-Nzepa F, de Roberto G, Morelli A, Chiarioni G. Biofeedback for pelvic floor dysfunction in constipation. BMJ. 2004;328(7436):393-6.

13. Hite M, Curran T. Biofeedback for Pelvic Floor Disorders. Clin Colon Rectal Surg. 2021;34(1):56-61.