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Publicado em: 22 de fevereiro de 2025
Assuntos abordados
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A dor crônica, como a causada pela fibromialgia, representa um grande desafio para a qualidade de vida de quem a enfrenta.1 Afinal, ela compromete a realização das atividades cotidianas e geralmente vem acompanhada de sofrimento emocional.1 O desenvolvimento desse problema pode estar associado desde à enxaqueca até a doenças musculoesqueléticas.1
Falhas no diagnóstico ou no tratamento da dor crônica podem levar ao uso excessivo de medicamentos e aumentar o risco de distúrbios de saúde graves e de morte.2 Nesse sentido, a campanha ‘’Fevereiro Roxo’’, foi criada com o intuito de conscientizar e ajudar no combate à dor crônica.3
Quer saber mais sobre o assunto? Neste post, vamos abordar tudo o que você precisa saber sobre essa condição e as suas causas. Confira!
A dor é uma das principais causas que levam as pessoas a buscarem ajuda médica.1 Ela pode ser considerada crônica quando persiste ou recorre por mais de três meses consecutivos.1 Em quadros crônicos, a dor pode ser a queixa principal ou única.1
Muitas vezes, esse problema também está associado à depressão e à ansiedade, mas essas questões são frequentemente ignoradas e não tratadas.2 Além disso, também oferece um risco maior de pensamentos suicidas.2
Como a dor afeta praticamente todos os aspectos da vida, ela pode levar a uma incapacidade duradoura e a sérias desordens de saúde, o que ressalta a importância do diagnóstico e tratamento adequados.2
O termo ‘’Fevereiro Roxo’’ refere-se à campanha que promove a conscientização e combate à dor crônica e doenças como a fibromialgia (FM), Lúpus e doença de Alzheimer, a partir da divulgação de informações e orientações em diversos meios de comunicação.3
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), aproximadamente 3% da população brasileira sofre de FM, sendo que a cada 10 paciente, entre sete a nove pertencem ao público feminino.3 É comum que essa condição aconteça após eventos graves, como trauma psicológico, físico ou infecções.3
O surgimento da dor crônica pode estar relacionado a diferentes causas, como traumas, doenças e até mesmo condições desconhecidas.2 Atualmente, não existe um único fator capaz de explicar todos os sintomas.2
Considerada multifatorial, a dor crônica pode estar presente em doenças como dor cervical crônica, enxaqueca, cefaleia por uso excessivo de remédios, osteoartrite e demais doenças musculoesqueléticas.1
Sabe-se que, independentemente do tipo de dor, o impacto na vida das pessoas costuma ser parecido.2
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a dor crônica em dor crônica primária e em outras seis subcategorias em que a dor é secundária a uma doença subjacente, o que é fundamental para entender suas potenciais causas.1 Entenda, a seguir, quais são esses grupos e as suas características.
Caracterizada por uma sensação persistente ou recorrente que afeta uma ou mais partes do corpo por três meses, a síndrome da dor crônica primária causa grande impacto emocional e interfere na rotina diária do indivíduo, dificultando desde atividades simples até a participação em contextos sociais.1
Esse problema não é explicado por outras doenças que podem gerar dor crônica, sendo reconhecido como um distúrbio de saúde por si só.1 Dentro dessa categoria, estão diferentes tipos de dor, como:¹
As síndromes de dor crônica secundária são aquelas dores que surgem como consequência de outras doenças.1 Em muitos casos, o desconforto começa como um sintoma de algo maior, e o tratamento foca na causa original.1
Porém, para algumas pessoas, essa dor persiste mesmo depois de tratar a doença que a originou, tornando-se um problema de forma isolada.1 Essa transição de dor temporária para dor crônica é importante porque esse quadro requer atenção específica.1
Nessa categoria, a dor crônica aparece devido ao câncer, seja pelo tumor primário, seja pela metástase. Também podem surgir pelo tratamento, como cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.1
Essa manifestação é bastante frequente e debilitante em quem passa por um tratamento de câncer, podendo persistir por muito tempo após o fim da terapia, tornando-se uma dor crônica.1
Após a realização de uma cirurgia ou ocorrência de um trauma, também há o risco de desencadeamento da dor crônica.1
Em se tratando da dor crônica pós-cirúrgica, é possível evitá-la com métodos de prevenção, integrados à preparação do paciente para o procedimento.1 Já a causa por traumas é um grande desafio em processos de reabilitação e programas de retorno ao trabalho.1
Nas duas situações, a dor costuma ter um componente neuropático, o que significa que está ligada aos nervos.1
A dor neuropática é causada por danos no sistema nervoso, sentida na área que é controlada pela parte do nervo lesionado.1 Ela pode surgir de forma espontânea ou ser desencadeada por estímulos, como toques ou pressões, que normalmente não causam dor.1
Quando esse incômodo é persistente, é classificado com dor neuropática crônica, que pode ser periférica, afetando os nervos fora do cérebro e da medula; ou central, associada ao cérebro ou à medula espinhal.1
Para diagnosticar essa dor, é necessário um histórico de lesão ou problema no sistema nervoso, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC), trauma nos nervos ou neuropatia diabética, além de uma distribuição de dor que faça sentido de acordo com a área afetada.1
Fazem parte dessa seção as dores de cabeça e orofaciais, que afetam a região da face e da mandíbula, e duram mais de duas horas por dia, em pelo menos 50% dos dias, durante três meses ou mais.1
As dores de cabeça crônicas primárias podem ser causadas por diversos fatores, enquanto as secundárias são sintomas de outra condição.1 No caso da dor orofacial, ela pode incluir problemas dentários crônicos ou distúrbios na articulação da mandíbula.1
A dor visceral secundária atinge os órgãos internos, como os da região da cabeça, pescoço, peito, abdômen e pelve. 1 Normalmente, ela é sentida na pele, músculos ou tecido abaixo da pele, em áreas que têm os mesmos nervos do órgão que estão causando o incômodo. 1
Suas causas estão associadas a:¹
Definida como a dor que aparece por causa de doenças que afetam diretamente os ossos, articulações, músculos ou tecidos relacionados, a dor musculoesquelética crônica secundária pode ocorrer de maneira espontânea ou ser provocada por algum movimento.1
Ela é resultado de inflamações persistentes, como:¹
Quando sentimos dor, nosso corpo envia sinais ao cérebro para nos avisar sobre possíveis lesões ou problemas.4 No entanto, em algumas condições, ele aumenta esses sinais de dor de maneira exagerada, mesmo sem existir uma lesão real ou dano maior.4 Isso é chamado de sensibilização central.4
Em pacientes com doenças como fibromialgia, osteoartrite, artrite reumatoide e síndrome de Ehlers-Danlos, a sensibilização central pode ser uma causa importante da dor crônica.4
Existem testes que ajudam a identificar essa sensibilidade aumentada, como o teste sensorial quantitativo (QST), que mede como o corpo reage a estímulos como calor, frio ou pressão.4
Se a dor aumenta com a repetição desses elementos ou persiste de forma desproporcional ao problema inicial, pode ser um sinal de sensibilização central.4
“Entender essa questão contribui para um diagnóstico eficaz e tratamento adequado dos quadros de dor crônica, tendo em vista que algumas pessoas com doenças reumáticas podem sentir mais dor do que outras.’’4, destaca o Dr. Marcos Luciano Mattar Caggiano, médico generalista.
A fibromialgia consiste em uma condição que afeta cerca de 5% da população mundial, sendo mais comum em mulheres entre 30 e 35 anos.5
Caracterizada por dor musculoesquelética crônica, essa síndrome pode ser acompanhada de sintomas como:5
Além disso, também pode haver rigidez muscular, alterações no humor e disfunção cognitiva, o que impacta o bem-estar do paciente.5 Embora seja relativamente comum, essa doença ainda é pouco compreendida e difícil de diagnosticar, pois seus sintomas não têm uma causa orgânica específica.5
Como mencionamos anteriormente, a fibromialgia é considerada uma síndrome de sensibilidade central.5 Portanto, ela pode gerar sensibilidade a estímulos inofensivos ou sensibilidade exagerada a estímulos dolorosos.5
O diagnóstico de dor crônica se baseia no histórico do paciente. Isso inclui:²
‘’Também é importante identificar o que ajuda a aliviar ou piora os sintomas, e descrever se a dor é constante, aparece picos (com crises que vão e voltam) ou combinam as duas coisas.2’’, afirma Dr. Marcos.
O tratamento para dor crônica envolve uma abordagem multidisciplinar, pois compreende a prescrição de medicamentos e terapias não farmacológicas, como avaliação médica, fisioterapia e acompanhamento psicológico, de acordo com a gravidade relatada pelo paciente.2
Você já tinha ouvido falar de ‘’Fevereiro Roxo’’? Como você pôde perceber, essa campanha é de muito importante para a identificação e combate à dor crônica.3
Com o passar do tempo, essa doença pode se tornar incapacitante, impactando o seu desempenho nas tarefas diárias, além de elevar os riscos de ansiedade e depressão.2
A combinação de diferentes terapias proporciona uma redução mais significativa da dor em comparação aos tratamentos isolados, permitindo a melhora da sua qualidade de vida.2
Gostou de aprender mais sobre o tema? Então aproveite que está aqui e confira mais conteúdos sobre saúde e bem-estar no blog da A Vida Plena.
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do Dr. Marcos Luciano Mattar Caggiano, médico generalista e consultor da Libbs Farmacêutica.
As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências
1. Treede RD, Rief W, Barke A, Aziz Q, Bennett MI, Benoliel R, et al. Chronic pain as a symptom or a disease: the IASP Classification of Chronic Pain for the International Classification of Diseases (ICD-11). Pain. 2019;160(1):19-27.
2. Dydyk AM, Conermann T. Chronic Pain. [2024]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK553030/.
3. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste – CETENE. Campanha / Fevereiro Roxo e laranja. 2022 [Internet]. [Acesso em Jan 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/cetene/pt-br/assuntos/noticias/campanha-fevereiro-roxo-e-laranja
4. Nijs J, George SZ, Clauw DJ, Fernández-de-Las-Peñas C, Kosek E, Ickmans K, et al. Central sensitisation in chronic pain conditions: latest discoveries and their potential for precision medicine. Lancet Rheumatol. 2021;3(5):e383-e392.
5. Siracusa R, Paola RD, Cuzzocrea S, Impellizzeri D. Fibromyalgia: Pathogenesis, Mechanisms, Diagnosis and Treatment Options Update. Int J Mol Sci. 2021;22(8):3891.
Artigo elaborado em 21 de janeiro de 2025.
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