Saúde da Mulher
Maternidade
Menopausa
Período Fértil
Dermatologia
Cuidados com a Pele
Saúde da Pele
Respiratória
Cuidados Respiratórios
Doenças Respiratórias
Cardiologia
Saúde do Coração
Saúde Mental
Transtornos Emocionais
Neurologia
Transtornos Neurológicos
Gastro
Saúde Intestinal
Oncologia
Câncer
Publicado em: 26 de abril de 2025
Sem tempo para ler? Clique no play abaixo para ouvir esse conteúdo.
Você provavelmente já ouviu falar sobre a hipertensão arterial, certo? Também conhecida como pressão alta, essa é uma das doenças mais comuns em todo o mundo. É necessário atenção, pois ela costuma ser silenciosa.1
O dia 26 de abril é considerado Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/04) e visa disseminar conhecimento sobre essa doença que tem diversas consequências para o organismo!
Para aprofundar o assunto, pedimos à Dra. Edielle Melo, médica cardiologista e consultora do time Libbs, para tirar algumas dúvidas importantes sobre a pressão alta e os cuidados que podem evitar problemas associados a essa condição.
Vamos saber mais sobre o assunto? Continue a leitura!
A hipertensão arterial é uma doença crônica em que a pressão do sangue nas artérias está consistentemente alta.1,2
Isso acontece quando a pressão arterial sistólica (a “máxima”) é igual ou maior que 140 mmHg e/ou a pressão arterial diastólica (a “mínima”) é igual ou maior que 90 mmHg — ou seja, o famoso “14 por 9”.1,2
Mas por que a pressão sobe? A situação principal é quando as artérias, que são vasos sanguíneos, ficam mais estreitas, dificultando a passagem do sangue. Imagine uma mangueira de jardim: se você apertar a ponta, a pressão da água dentro dela aumenta. O mesmo acontece no corpo: se os vasos se contraem, a pressão do sangue sobe.1,2
A pressão alta é perigosa porque pode danificar os vasos sanguíneos e órgãos importantes, como o coração, o cérebro e os rins.1,2 Com o tempo, isso pode levar a problemas graves, como:
Além disso, a hipertensão pode estar associada a outras comorbidades, como diabetes, obesidade e colesterol alto, o que aumenta ainda mais o risco de complicações.1,2
Um dos grandes problemas da hipertensão é que ela não costuma apresentar sintomas na maioria das pessoas. Muitas vezes, o diagnóstico só é feito quando já há danos dos órgãos ou quando ocorre uma complicação grave, como um infarto ou um AVC.1,2
Agora, vamos conhecer os fatores que podem indicar que você tem mais chances de desenvolver uma condição como a hipertensão arterial. Vamos lá?
O primeiro ponto é a genética. Cerca de 30% a 50% das pessoas com pressão alta têm parentes que também sofrem com a condição.2
Com o passar dos anos, o nosso corpo vai mudando, e um desses efeitos é o enrijecimento das artérias, que perdem flexibilidade. Isso faz com que a pressão arterial aumente. Por isso, a hipertensão arterial é mais comum entre pessoas acima dos 60 anos.2
Em jovens, a pressão arterial costuma ser mais alta nos homens. Mas, conforme os anos passam, as mulheres começam a apresentar uma pressão mais elevada, principalmente a partir dos 60 anos.2
Aliás, na faixa acima de 65 anos, a hipertensão afeta cerca de 61,5% dos homens e 68% das mulheres. Ou seja, ela não discrimina, mas muda de perfil com a idade.2
A etnia pode influenciar na tendência de desenvolver hipertensão, mas parece que fatores como hábitos de vida e condições socioeconômicas têm um peso ainda maior. No Brasil, por exemplo, não há diferença significativa entre negros e brancos quando falamos de risco de hipertensão.2
Existe uma relação direta entre o excesso de peso e os níveis de pressão arterial. Inclusive, medir a circunferência da cintura é uma forma simples de avaliar esse risco.2
Ah, o sal! O sódio, componente principal do sal de cozinha, é um grande responsável pelo aumento da pressão arterial, especialmente quando consumido em excesso. Só para ter uma ideia, o brasileiro consome, em média, quase o dobro do recomendado.2
Por outro lado, alimentos ricos em potássio, como frutas e verduras, ajudam a equilibrar a pressão. O segredo? Menos sal e mais banana, laranja e afins!2
O sedentarismo também está diretamente ligado ao aumento da pressão arterial. Aqui, o problema é que muita gente — com maior prevalência no sexo feminino — ainda não pratica a quantidade mínima de atividade física recomendada.2
“Se você tem um estilo de vida sedentário, é importante buscar formas de realizar atividade física regularmente. A caminhada, por exemplo, é um exercício simples e acessível, que é benéfico para a saúde cardiovascular”, explica a Dra. Edielle.
Consumir grandes quantidades de álcool aumenta o risco de hipertensão, e de picos de pressão alta. Se você for mulher ou tiver baixo peso, é necessário tomar ainda mais cuidado, já que para essas pessoas o limite de segurança para o consumo de bebidas alcoólicas é menor.2 Então, o segredo aqui é beber com moderação ou, idealmente, não beber.
Se você ronca muito ou sente que não dorme bem, isso pode ser um sinal de apneia obstrutiva do sono. Essa condição tem forte relação com a hipertensão, principalmente em homens e pessoas brancas.2
Para finalizarmos, é hora de falar sobre um assunto muito importante: a prevenção. “Evitar que uma condição surja é sempre a melhor forma de tratamento. A boa notícia é que a hipertensão pode ser evitada com algumas estratégias”, explica a Dra. Edielle.
Vamos conhecer as dicas da especialista?
A obesidade global e a abdominal estão associadas ao aumento do risco de pressão alta. Como a perda de peso pode ajudar a reduzir a pressão arterial, recomenda-se manter o menor peso possível dentro da faixa normal do Índice de Massa Corporal (IMC).2
Dietas como DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), mediterrânea e vegetariana favorecem a prevenção e o controle da hipertensão. O consumo de frutas, verduras, cereais, leite e derivados com baixa quantidade de gordura e sal também é essencial.2
O consumo excessivo de sódio é um dos principais fatores de risco para pressão alta. Assim, a ingestão deve ser limitada a 2 g de sódio por dia (aproximadamente 5 g de sal). Além disso, é importante que a população seja orientada sobre os riscos de alimentos industrializados com alto teor de sal.2
A suplementação de potássio pode reduzir modestamente a pressão. Recomenda-se ingestão adequada por meio de alimentos como feijões, vegetais verdes-escuros, banana, melão, cenoura e tomate. O uso de suplementos de potássio deve ser feito apenas sob orientação médica.2
O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para a mortalidade global. Atividades aeróbicas, resistidas, dinâmicas e isométricas reduzem a pressão arterial em diferentes magnitudes. A recomendação é de, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa.2
O consumo excessivo de álcool contribui para 10 a 30% dos casos de hipertensão arterial. Dessa forma, é recomendado limitar a ingestão a 30 g de álcool/dia (equivalente a uma garrafa de cerveja de 600 mL, duas taças de vinho de 250 mL ou uma dose de destilado de 60 mL).2
O controle do estresse emocional pode auxiliar na prevenção da hipertensão, reduzindo a variabilidade e a reatividade cardiovascular.2
O fumo é o único fator de risco completamente evitável para doenças cardiovasculares e morte. Por isso, a cessação do tabagismo é essencial para a saúde geral e cardiovascular!2
Agora que você sabe como se cuidar para prevenir a hipertensão arterial (ou simplesmente pressão alta), não perca tempo e pode começar a aplicar essas dicas em seu dia a dia. O seu coração, assim como outros órgãos, agradecem!
Para continuar se informando com dicas para manter a sua saúde em dia, aproveite para dar aquela conferida no blog A Vida Plena! Você encontra uma série de postagens sobre a saúde do coração e de outras regiões do organismo. Boa leitura!
Artigo elaborado em: 21 fev. 2025.
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências:
1. Sociedade Brasileira de Hipertensão. Sobre a hipertensão [internet]. SBH. Disponível em: https://tinyurl.com/ypxcu5ey. Acesso em: 21 fev. 2025.
2. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Feitosa ADM, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol. 2021;116(3):516-658.
Para quem convive com a hipertensão, medir a pressão arterial em casa torna-se parte da...
Ter hipertensão significa ter uma pressão arterial igual ou acima de 14 por 9 (140/90...
As doenças cardíacas estão entre as principais preocupações de saúde pública no Brasil e no...
Quando o assunto é saúde da mulher, muita ênfase é dada à prevenção e ao...
O calor intenso não causa apenas desconforto. A exposição a altas temperaturas é um fator...