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Massa magra: o que é e qual é a sua importância

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Você já teve a impressão de que o mundo está dividido em dois grupos? Aqueles que não praticam nenhuma atividade física e têm hábitos alimentares considerados pouco saudáveis e aqueles que são praticamente “obcecados” pela estética e pela forma física? Pois é! Inclusive, no meio de tudo isso, existe você, que busca uma vida saudável, mas sem paranoias.

A grande questão, porém, é que só perder peso não é o suficiente. É preciso manter uma composição corporal adequada, e a massa magra é um dos parâmetros que devem estar nos limites adequados para que o nosso corpo funcione da melhor maneira possível.1

Neste post, que é baseado em estudos científicos recentes, você terá, basicamente, um guia para entender a relevância do impacto positivo da massa magra na sua saúde e como é possível aumentá-la, mas, é claro, respeitando os limites do seu corpo. Vamos juntos?

Como a massa magra impacta a saúde global?

Com certeza, você já reparou que existem diversos formatos de corpos, mesmo que as pessoas tenham a mesma idade, o mesmo peso e uma altura bastante similar. Bem, isso ocorre, principalmente, devido a diferentes composições corporais. Ou seja, em razão das distintas proporções entre os elementos que compõem o nosso corpo.1 Vamos simplificar?

Massa magra versus massa gorda

Massa magra: o que é e qual é a sua importância

A composição corporal influencia diretamente a nossa saúde. Basicamente, ela pode ser dividida em dois grupos: gordura (massa gorda; estoques energéticos) e massa magra (músculos, órgãos e ossos).1

Esses últimos são componentes do sistema músculo-esquelético, responsável por diversas funções vitais, como a locomoção, a respiração, o metabolismo e a termogênese (produção de calor).2 Quando envelhecemos, por exemplo, a composição corporal é caracterizada por um aumento da massa gorda e por uma diminuição da massa magra — especialmente da massa muscular, que reduz a força e a capacidade funcional dos músculos.1

Naturalmente, isso impacta significativamente as atividades diárias, podendo levar a quedas e a fraturas de quadril.3 Já o aumento da massa gorda e, inclusive, a maneira como ela se distribui em nosso corpo são considerados fatores que contribuem fortemente também para o aumento dos riscos à saúde relacionados com a obesidade, como:1,4

É interessante mencionar que, surpreendentemente, pessoas obesas também apresentam mais massa muscular. Por outro lado, o fato não se trata de um fator exatamente positivo, pois a obesidade está diretamente associada com a baixa qualidade muscular, afetando negativamente a função dos músculos. O “fenômeno” ocorre devido à correlação entre a adiposidade e o conteúdo lipídico muscular, resultando em músculos menos potentes.3

Na prática, então, os músculos passam a ser mais fracos. Assim, embora o aumento da massa muscular seja uma medida necessária para a elevação da qualidade de vida, isoladamente, ela não basta para a manutenção da saúde global.3 A seguir, confira o que estudos recentes concluíram acerca do tema!

Índice de massa muscular e risco de mortalidade

Existem diversos métodos para estimar a composição corporal. Longe de ser uma tarefa simples, além de variar conforme a técnica escolhida, muitos fatores externos podem influenciar os valores, como o nível de hidratação.5

Embora a massa magra e a massa muscular sejam conceitos distintos, como vimos, o músculo esquelético é o principal componente da massa magra.6 Dessa maneira, é possível avaliar a nossa saúde medindo o índice de massa muscular.7

Nesse contexto, estudos recentes demonstraram que existe uma significativa associação entre o aumento do risco de mortalidade e a diminuição de massa muscular — especialmente em adultos com um maior índice de massa corporal (BMI).7,8 Além de levar à sarcopenia, uma síndrome multifatorial, a redução de massa muscular aumenta todas as causas de mortalidade na população em geral.

A propósito, indivíduos sedentários começam a perder massa muscular a partir dos 30 anos, e a deterioração vai se tornando mais pronunciada a partir dos 60.8 No entanto, a prevenção e o tratamento para o baixo índice de massa muscular podem reduzir o risco de mortalidade e promover a longevidade.7,8

Como ganhar massa magra e muscular de maneira saudável?

A manutenção da massa muscular ocorre pelo equilíbrio entre a síntese e a quebra de proteína muscular. Obviamente, o ganho de massa muscular acontece quando a síntese excede a degradação.9 A conta, porém, não é tão simples!

Diversos fatores dificultam as medidas de composição corporal, como a hidratação e o estado nutricional. Além disso, até mesmo pessoas que têm o mesmo índice de massa corporal (BMI) podem apresentar formatos de corpos distintos, composições corporais diferentes, requerimentos nutricionais variáveis e perfis metabólicos diversos.10

As estratégias para o ganho de massa magra e muscular, portanto, diferem para os diversos grupos (levando em conta o sexo, a idade etc.) e até mesmo individualmente.1,9 Um dos principais pontos a serem considerados é a possibilidade de ganho de massa magra ao mesmo tempo em que se perde massa gorda (recomposição corporal).5

Embora houvesse a crença de que tal feito só era possível em pessoas que iniciaram na musculação há pouco tempo e em indivíduos obesos ou com sobrepeso, dados recentes demonstram que a recomposição corporal também é viável em praticantes regulares. É sobre isso que falaremos adiante.5

Estudos com indivíduos obesos

Um exemplo interessante sobre a importância de estar atento à composição da massa corporal envolve os programas de perda de peso. Afinal, a perda de peso induzida por dietas de restrição calórica pode levar não só à redução de massa gorda, mas também de massa magra, devido ao processo de proteólise.1, 3, 11

Dessa forma, diminuir a massa gorda, prevenindo a perda de massa magra e muscular, é a chave para promover uma boa saúde. A questão é: como alcançar isso?

Bem, para indivíduos obesos, o treinamento resistido — exercícios com movimentos de tensão na musculatura gerados por equipamentos ou pesos livres — constitui uma estratégia efetiva para atenuar ou mesmo para prevenir a perda de massa muscular. Um dos mecanismos envolvidos é o aumento da sensibilidade à insulina, que é provocado pelo exercício físico, visto que a insulina estimula a síntese de proteína muscular.3

Então, o treinamento resistido é considerado o melhor exercício para o ganho de massa magra e ainda é super importante na manutenção da saúde dos ossos, na redução da pressão arterial e no tratamento/redução do risco de diversas doenças crônicas, como fibromialgia e artrite reumatoide.12 Para prevenir a perda de massa magra, é fundamental aumentar a ingestão de proteínas.

Nesse caso, recomenda-se de 1,25 a 1,5 vezes mais para aqueles previamente sedentários, e níveis > 1,5 para os ativos. Distribuir o consumo ao longo do dia é crucial, por haver um período refratário durante o qual a síntese de proteína muscular não pode ser estimulada novamente.3

Contudo, tenha atenção: é preciso ter cautela com a suplementação, já que ela pode afetar o metabolismo da glicose. A medida pode, inclusive, eliminar o efeito benéfico da perda de peso sobre a sensibilidade à insulina e pode estar envolvida na resistência à insulina e no risco para diabetes tipo 2.3

Estudos com indivíduos saudáveis

A ingestão de proteínas e o treinamento resistido são os principais fatores não farmacológicos que aumentam a massa muscular em indivíduos obesos. Se o mesmo ocorre em pessoas saudáveis, trata-se de uma pergunta difícil de responder. Afinal, grande parte dos estudos considera programas de perda de peso e/ou adultos obesos.6,9

Um avanço nesse sentido é o trabalho de Nunes et al. (2022).6 Os pesquisadores analisaram 74 estudos para investigar se o aumento da ingestão de proteínas é eficaz na elevação de massa magra. Então, eles concluíram que o aumento de massa magra (1,3-1,4 kg) em adultos saudáveis, comparados ao grupo placebo (0,8 kg), não foi significativo.6

Apesar disso, eles ressaltam que o ganho maior ocorreu em adultos ≤ 65 anos que ingeriram ≥ 1,6 g proteína/kg/dia. Quando eles avaliaram especificamente os estudos que consideraram o efeito do aumento da ingestão proteica aliada ao treinamento resistido, os resultados foram semelhantes. A conclusão, portanto, é que o uso de suplementos não traria efeitos significativos para o ganho de massa magra.6

Entretanto, é preciso interpretar esses dados com cautela, pois estudos específicos sobre adultos saudáveis são limitados. Além disso, diversos fatores individuais (como idade e sexo) — ou associados ao exercício — podem afetar o ganho de massa muscular.6 Até mesmo o sono pode impactá-la.5

A propósito, Benito et al. (2020) investigaram o efeito isolado do treinamento resistido.9 Ao longo do processo, eles concluíram que somente o exercício é eficaz no aumento da massa muscular (cerca de 1,5 kg) em homens saudáveis.9

Eles ressaltaram, no entanto, que o aumento do número de séries por sessão pode afetar negativamente o ganho de massa muscular. Dessa forma, recomendam a distribuição das séries de exercícios de um mesmo grupo muscular em dias distintos na semana.9

Já a frequência semanal deve ser entre dois e três dias. Ah! Um fator importante é o descanso! Priorizar a qualidade e a quantidade de sono gera reflexos significativos sobre o desempenho, sobre a recuperação muscular e sobre a composição corporal.5

Estudos com mulheres

Atualmente, muitas mulheres são adeptas a treinos resistidos, mas a sua participação em estudos é escassa. Na realidade, as mulheres são sub-representadas na literatura científica do esporte e, muitas vezes, os estudos consideram mulheres idosas ou sob condições clínicas.12

O contexto acaba limitando o desenvolvimento de melhores programas de treinamento, pois, em relação aos homens, as mulheres apresentam, sim, diferenças:12

  • no tamanho e na composição de fibras musculares;
  • na resposta aos exercícios;
  • no tempo de recuperação;
  • na fatigabilidade.12

Um avanço nesse sentido é o trabalho de Hagstrom et al. (2019) que avaliou o efeito do treino de resistência na hipertrofia muscular e na força em mulheres saudáveis entre 18 e 50 anos.12 Da análise de 24 estudos, contemplando um total de 912 participantes, os autores concluíram que o treino resistido é um método eficaz, mas que requer adaptações no volume e na frequência, como:12

  • 3-4 séries por exercícios, divididas em dois a quatro dias por semana, para o treinamento dos membros superiores;
  • para o ganho em membros inferiores, a frequência deve ser de duas a quatro vezes na semana, de modo a garantir a realização de, pelo menos, 250 repetições.12

Como a fonte proteica influencia a dieta para ganhar massa magra?

A ingestão de proteína é essencial para o ganho de massa muscular.9 Aliás, ao pensarmos em proteína, quase imediatamente imaginamos fontes animais, como frango, ovos e até mesmo os famosos suplementos à base de proteínas do leite (whey protein).9

De fato, a proteína animal tem um maior potencial anabólico. Ou seja, é considerada superior na construção da massa muscular. Esse efeito pode ser atribuído à qualidade da proteína, já que ela fornece aminoácidos essenciais em quantidades suficientes e proteínas em formas mais digeríveis e absorvíveis.9  

Segundo um estudo recente, em relação à proteína vegetal, a proteína animal se revelou superior no ganho de massa magra, e os efeitos benéficos foram mais pronunciados em adultos com idade < 50 anos.9  Esse resultado pode estar relacionado com a menor sensibilidade dos músculos de idosos à ação anabólica dos aminoácidos essenciais em relação aos de pessoas mais jovens.

Nesses casos, os autores citam que a ingestão associada a outros compostos, como a Vitamina D e o beta-hidroxi-beta-metilbutirato (HMB), seria mais benéfica. Mais adiante, você encontrará uma seção dedicada à discussão sobre os suplementos proteicos.9

Contudo, é imperativo mencionar que, na análise isolada dos praticantes de exercícios físicos, a fonte proteica não influenciou os resultados.9  

Além disso, não se pode deixar de mencionar que diversas evidências alertam para o aumento dos riscos de doenças cardiovasculares — principalmente decorrentes da ingestão de carne vermelha. O uso de proteínas vegetais promove a redução dos danos ambientais, já que os sistemas de produção de proteína animal tendem a utilizar mais recursos e a emitir mais gases do efeito estufa.

Como os probióticos influenciam o ganho de massa magra, de massa muscular e de força?

A utilização de probióticos na promoção da saúde humana é uma intervenção que ocorre há mais de 100 anos. Desde então, diversas evidências comprovam a sua eficácia na prevenção e no tratamento de doenças.14

O seu uso, inclusive, tem sido investigado no tratamento da sarcopenia. Um estudo interessante investigou o efeito da suplementação sobre a massa muscular, avaliando triagens clínicas por meta-análise.15

Os resultados foram benéficos, pois a suplementação probiótica impactou positivamente os ganhos de massa muscular e de força em indivíduos com menos de 50 anos.15

A propósito, vale mencionar que, para ter efeito, o tratamento com bactérias do gênero Bifidobacterium deve ser de, no mínimo, 12 semanas.15 Além disso, o efeito não se estendeu a indivíduos obesos e/ou com sobrepeso, sedentários e pessoas com mais de 50 anos. Por fim, a suplementação não causou efeito sobre a massa magra em nenhum dos grupos analisados.15

O aumento na digestão de proteínas e na absorção dos aminoácidos é um dos mecanismos pelos quais os probióticos podem estimular a elevação da massa muscular e da força. No entanto, outro fator está relacionado com a produção dos ácidos graxos de cadeia curta (SCFAs).15 Esses compostos são subprodutos da fermentação de carboidratos complexos, como as fibras (nutriente prebiótico) e exercem efeitos benéficos no hospedeiro.14

Estudos conduzidos em homens adultos com altos níveis de massa magra corroboram essa hipótese. Afinal, os indivíduos apresentaram altos níveis de bactérias produtoras de butirato (um exemplo de SCFA).15

Qual é a relação entre o uso de suplementos proteicos e o ganho de massa magra, de massa muscular e de força?

Até aqui, os resultados apresentados nos levam a crer que os suplementos pouco contribuem para o ganho de massa magra — especialmente quando não aliados aos exercícios resistidos. Como o uso de suplementos proteicos é bastante comum entre praticantes de atividade física, esta seção trará informações mais específicas sobre o tema.16

Afinal, apesar de parecerem inofensivos, é preciso destacar que eles podem ser prejudiciais à saúde, já que, possivelmente, desregulam a microbiota intestinal.17 Aliás, a creatina é, provavelmente, o suplemento mais conhecido entre os praticantes de musculação. Um efeito do seu uso que não pode ser ignorado é o aumento de retenção de água. O resultado tende a ser um problema, dependendo do método utilizado para avaliar a hipertrofia muscular.18

Um aumento na quantidade de água, certamente, refletirá em níveis mais altos de massa magra. O efeito não significa, necessariamente, que ocorreu um aumento de massa muscular, mas significa que é preciso avaliar os resultados da suplementação por creatina a partir de métodos que medem a hipertrofia muscular diretamente.18

Foi o que os pesquisadores do grupo de Burke fizeram.18 A revisão sistemática e a meta-análise investigaram a consequência da suplementação por creatina combinada a exercícios resistidos. Nesse estudo, foram avaliados adultos de 21 a 72 anos — na sua maioria, homens —, tanto sedentários quanto já praticantes das atividades físicas em questão. Segundo os pesquisadores, a suplementação por creatina não promoveu uma hipertrofia significativa — mesmo que mais pronunciada nos mais jovens.18

Outro suplemento comum é o HMB; um composto resultante do metabolismo da leucina — um aminoácido essencial bastante importante no estímulo à síntese de proteína muscular e na supressão da quebra dessas proteínas. Esses efeitos sobre o ganho de massa muscular e de força ou mesmo na manutenção dos músculos justificariam, portanto, o seu uso como suplemento.16

No entanto, a revisão sistemática elaborada por Phillips et al. (2023) concluiu que os dados são inconsistentes.19 Contudo, é importante ressaltar que foram avaliados apenas adultos com mais de 50 anos, tanto indivíduos saudáveis quanto pessoas com condições clínicas preexistentes.19

Mesmo assim, esses resultados corroboram os relatados por Jakubowski et al. (2020).20 Os autores concluíram que o HMB não promoveu um ganho significativo de massa magra ou de força entre os participantes do estudo, sendo eles homens e mulheres saudáveis ou sedentários e na faixa etária entre 18 e 50 anos.20

Como a hidratação afeta a função muscular?

A água é o principal componente do corpo e, aproximadamente, 76% da massa muscular é composta por água.21 Não é difícil imaginar, portanto, que a desidratação exerce efeitos negativos sobre a função muscular. A quantidade de água contida nas células afeta o metabolismo, a estrutura das proteínas e a atividade enzimática. No pior dos cenários, ocasiona a morte celular.21

Para proteger o cérebro e o fígado durante a desidratação, músculos e pele são os principais órgãos a perderem água. Isso tem implicações sobre a mecânica e sobre a função metabólica dos músculos. A contração muscular, por exemplo, é prejudicada devido à falta de “balanço” nas ligações entre as moléculas de água e as proteínas contráteis.21

O conteúdo de água intracelular também tem ligação com a manutenção da força muscular, de tal maneira que a água pode ser um indicador da qualidade muscular. O estabelecimento de índices como esses é essencial na determinação de recomendações personalizadas sobre a quantidade de água a ser ingerida, assim como na avaliação da efetividade dos tratamentos com eletrolíticos na recuperação da função e da capacidade muscular.21

Resumidamente, vimos que, para indivíduos obesos, uma estratégia efetiva para atenuar — ou mesmo para prevenir — a perda de massa muscular é constituída do treinamento resistido e do aumento da ingestão de proteínas. Contudo, é preciso ter cuidado com a suplementação, pois ela pode alterar o metabolismo da glicose.21

Em indivíduos saudáveis, o ganho de massa magra é maior em praticantes de atividade física, especialmente em adultos com menos de 50 anos e que consomem proteína animal. Para as pessoas com mais de 50 anos — ou que já se exercitam por um tempo —, a fonte proteica não tem influência sobre a construção da massa magra.21

Para as mulheres, visando ao ganho de massa muscular em membros superiores, recomenda-se uma frequência entre dois e quatro dias por semana e três a quatro séries por exercícios. Já quando o foco envolve os membros inferiores, é importante garantir, pelo menos, 250 repetições.21

O uso de suplementos proteicos não parece proporcionar um ganho significativo de massa magra ou muscular, mesmo quando aliado a exercícios resistidos. Os probióticos podem ser uma alternativa saudável para auxiliar no ganho de massa muscular e de força em pessoas com menos de 50 anos. Afinal, as bactérias probióticas produzem compostos que aumentam a digestão e a absorção de proteínas.21

Como vimos também, a água constitui grande parte da massa muscular e é imprescindível na manutenção das suas funções. Portanto, hidrate-se antes, durante e depois dos exercícios.

O sono também é um incrível aliado no seu desempenho e na recuperação muscular. Por isso, é necessário ter atenção à qualidade e à quantidade.

Por fim, vimos que o ganho saudável de massa magra e muscular requer disciplina e tempo. Inclusive, deve ser aliado a uma dieta adequada. A composição corporal de cada indivíduo é única, assim como os nossos requerimentos energéticos e os perfis metabólicos. Por isso é tão fundamental consultar um nutricionista e seguir uma planilha de treinos planejados por um profissional regulamentado. A dieta e os exercícios físicos são a base para uma vida mais saudável.

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Referências

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2. Bourdji Z, Argaw A, Frenette J. The inflammatory response, a mixed blessing for muscle homeostasis and plasticity. Front Physiol. 2022 Nov 23;13:1032450. doi: 10.3389/fphys.2022.1032450. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fphys.2022.1032450. Acesso em: 26 jan. 2024.

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