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Prisão de ventre aguda: veja sintomas, causas e como tratar!

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Você tem o intestino regulado, mas, de repente, começou a sentir certo desconforto na barriga, inchaço e dificuldade para ir ao banheiro? Bem, talvez você esteja com prisão de ventre aguda!1

No entanto, tenha calma, viu?! Essa é uma condição comum e pode acometer pessoas de qualquer idade. A denominação de “prisão de ventre aguda” é dada quando o quadro acontece assim, de forma repentina.1

Geralmente, trata-se apenas de um episódio isolado, que está relacionado com eventuais mudanças na alimentação, alterações hormonais e na rotina, o que é bastante fácil de resolver, concorda?! Mesmo assim, não é um problema que pode ser negligenciado, pois pode se tornar crônico e afetar significativamente a sua qualidade de vida.1,2

Por isso, é tão importante conhecer os sintomas, as causas e como fazer o tratamento da prisão de ventre. Então, vamos à leitura?!

Quais são as causas da prisão de ventre?

A prisão de ventre — ou constipação intestinal — é caracterizada pela dificuldade de evacuar.1,2 Por conta disso, a condição está associada a vários sintomas que causam desconforto e tanto incomodam, como o endurecimento das fezes, a necessidade de fazer força ao evacuar, a sensação de alívio incompleto e o inchaço.1,2

Muitos fatores causam a constipação, mas, geralmente, o quadro ocorre por causa do trânsito intestinal lentificado, que corresponde ao tempo que as fezes levam para atravessar o cólon. Outra razão é devido à constipação com obstrução à saída.1,2

Inclusive, esse segundo tipo tem a ver com o comprometimento da força necessária à evacuação e pode estar relacionado com o relaxamento inadequado dos músculos retais. Isso é chamado de dissinergia pélvica.1,2

Nesses dois casos, a constipação é classificada como funcional — um tipo de constipação primária.1,2 Ela ocorre principalmente devido à baixa ingestão de fibras e de água e em razão da falta regular de exercícios físicos. 1,2

No entanto, um ponto de atenção envolve o fato de que o excesso de cafeína e álcool também pode contribuir para o problema.3 Os mais afetados costumam ser as mulheres, especialmente as grávidas, os idosos e as pessoas com dificuldade de mobilidade.1,3

Fatores emocionais

Um dos fatores também muito importantes está relacionado às emoções e aos sentimentos.4 Não é incomum, por exemplo, encontrar pessoas com depressão, ansiedade e estresse que tenham prisão de ventre. Sim! Pode parecer estranho, mas você sabia que o sistema intestinal e nervoso estão interligados? Pois é!4

Isso ocorre pelo que os cientistas chamam de “eixo cérebro-intestino”.4 Além disso, essa interação é influenciada pelos micro-organismos intestinais, que podem interferir no sistema nervoso e na saúde mental de diversas formas.4

Afinal, eles produzem sinais que controlam os nossos sistemas imune e endócrino e também os neurotransmissores, que são substâncias que regulam diversas funções corporais.5 Diante disso, não é tão difícil de imaginar que as alterações na microbiota intestinal causadas, por exemplo, por modificação na dieta, uso de antibióticos, estresse, entre outros. Existe correlação entre, por exemplo, quadros depressivos e alterações no eixo cérebro e intestino causadas por alterações na microbiota.1,5

De fato, existem evidências de que essas condições estão relacionadas ao estado de disbiose, que é o desequilíbrio da composição e da função dos micro-organismos presentes no intestino.1,5

Obviamente, essa modificação das comunidades microbianas traz efeitos ao sistema gastrointestinal, causando especialmente a constipação.6 Isso está relacionado, principalmente, com a redução e composição do número de bactérias láticas, que são benéficas, e ao aumento de microrganismos capazes de produzir metano, que podem, eventualmente, causar doenças.6

Por fim, é imperativo mencionar que existe a constipação secundária.2 O quadro pode ser causado por distúrbios metabólicos (como diabetes e hipotireoidismo), pelo uso de medicações (como opioides e antidepressivos), por distúrbios neurológicos (como doença de Parkinson e esclerose múltipla) e por distúrbios estruturais (como o câncer de cólon).2

Qual é a diferença entre prisão de ventre aguda e prisão de ventre crônica?

Prisão de ventre aguda: veja sintomas, causas e como tratar!

Quando a prisão de ventre é ocasional e temporária, conhecida como prisão de ventre aguda, está geralmente relacionada à dieta e, por exemplo, após cirurgias na qual o indivíduo fica acamado por um tempo mais prolongado.1 A condição só pode ser classificada como prisão de ventre crônica se os sintomas persistirem por, pelo menos, três meses.1

Para chegar a esse diagnóstico, os médicos usam alguns critérios, que foram determinados por especialistas, e que compõem o Critério de Roma IV.1 O paciente só será diagnosticado com constipação intestinal crônica se ele apresentar, ao menos, dois destes critérios abaixo:1

  • esforço durante mais de 25% das defecações;1
  • fezes irregulares ou duras em mais de 25% das defecações;1
  • sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das defecações;1
  • sensação de obstrução/bloqueio anorretal em mais de 25% das defecações;1
  • manobras manuais para facilitar a evacuação em mais de 25% das defecações;1
  • menos de três evacuações espontâneas por semana.1

Além disso, é preciso que o paciente recorra ao uso de laxantes para ter fezes amolecidas. Outro ponto-chave é o fato de que ele não deve apresentar os critérios que classifiquem os seus sintomas como Síndrome do Intestino Irritável (SII) onde além da mudança do hábito intestinal o paciente refere dor abdominal frequente.1,2

O diagnóstico também inclui uma investigação extensa sobre o histórico do paciente e vários exames, como colonoscopia, exame de toque retal e testes laboratoriais.1,2 Nesse momento, o objetivo principal é eliminar a presença de uma doença mais grave.1,2

Entretanto, existem alguns sinais de alerta aos quais médicos e pacientes devem estar atentos, como:1

  • presença de sangue nas fezes;¹
  • dor abdominal intensa;¹
  • fadiga constante;¹
  • perda de peso não intencional.¹

Tratamentos para a prisão de ventre

Com os resultados em mãos, o médico pode identificar as causas e prescrever o tratamento correto para prisão de ventre. Se os exames acusarem dissinergia da defecação, o procedimento consistirá em terapia pélvica com biofeedback.1,2

Nesse caso, trata-se de um tipo de treinamento do paciente para que ele aprenda quando relaxar e contrair os músculos responsáveis pela evacuação. Durante as sessões, são gerados dados visuais e auditivos que o auxiliam a coordenar as contrações.1,2

Por outro lado, se todos os testes mostrarem resultados normais, o médico indicará, inicialmente, mudanças no estilo de vida.1 Aí, será hora de incluir mais fibras na dieta, colocar o corpo em movimento e incluir atividades no seu dia a dia que reduzem o seu estresse.1

Contudo, infelizmente, nem sempre essas medidas são eficientes. Em circunstâncias assim, os laxantes podem ajudar, revelando-se grandes aliados. Existem vários tipos, mas é superimportante usá-los da maneira correta e preferencialmente por indicação médica. Lembre-se de que são medicamentos e podem causar efeitos colaterais, combinado? São eles:1

  • suplementos de fibras;1
  • laxantes estimulantes;1
  • emoliente de fezes;1
  • laxantes osmóticos e salinos.1

Se os sintomas persistirem, ainda existem outros tipos de medicamentos ou terapias, como: enemas e supositórios, agentes serotoninérgicos, secretagogos intestinais, prebióticos e probióticos, transplante de microbiota fecal, acupuntura e massagem.1 Quando todos os métodos falharem, o tratamento cirúrgico pode ser considerado.1

Vimos que a prisão de ventre aguda é uma queixa comum, mas pode se tornar crônica e impactar imensamente a saúde física e mental e as relações sociais dos indivíduos acometidos.1 Como pode ser causada por vários fatores e até mesmo estar relacionada com doenças mais graves, só um médico poderá fazer o diagnóstico correto e passar o tratamento ideal para a prisão de ventre.1

Já nos casos agudos, em que a constipação ocorre de maneira súbita, geralmente mudanças no estilo de vida são suficientes para a melhora da condição. Na prisão de ventre crônica, por sua vez, as terapias farmacológicas podem ajudar. Para isso, você pode contar com os produtos gástricos da Libbs. Saiba mais em nosso site!

Referências

1. Włodarczyk J, Waśniewska A, Fichna J, Dziki A, Dziki Ł, Włodarczyk M. Current Overview on Clinical Management of Chronic Constipation. J Clin Med. 2021;10(8):1738.

2. Jani B, Marsicano E. Constipation: Evaluation and Management. Mo Med. 2018;115(3):236-240.

3. Erhardt R, Harnett JE, Steels E, Steadman K. Functional constipation and the effect of prebiotics on the gut microbiota: a review. British Journal of Nutrition. 2023;130:1015-23.

4. Zhao Z, Bai B, Wang S, Zhou Y, Yu P, Zhao Q, et al. Physical and psychological correlates of somatic symptom in patients with functional constipation: a cross-sectional study. BMC Psychiatry. 2024;24(1):134.

5. Xiong RG, Li J, Cheng J, Zhou D, Wu S, Huang S, et al. The Role of Gut Microbiota in Anxiety, Depression, and Other Mental Disorders as Well as the Protective Effects of Dietary Components. Nutrients. 2023;15(14):3258.

6. Pan R, Wang L, Xu X, Chen Y, Wang H, Wang G, et al. Crosstalk between the Gut Microbiome and Colonic Motility in Chronic Constipation: Potential Mechanisms and Microbiota Modulation. Nutrients. 2022;14(18):3704.