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Publicado em: 6 de dezembro de 2024
Chamamos de constipação o conjunto de sintomas e alterações do hábito intestinal, como baixa frequência de evacuações, esforço excessivo para defecar, fezes duras, sensação de não ter evacuado por completo, entre outros.1 O tratamento do quadro pode incluir diferentes tipos de laxantes, produtos que aceleram ou induzem a evacuação.2
Existem vários tipos porque eles são classificados conforme o modo como atuam no organismo. Assim, encontramos aqueles que agem como lubrificantes, os estimulantes e os osmóticos, por exemplo. Os laxantes de venda livre são utilizados pelas pessoas de duas formas: para tratar ou para prevenir a constipação.²
Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre esses produtos, principalmente para você conhecer as opções disponíveis e as funções que exercem. Além disso, explicamos os cuidados essenciais para colher apenas os seus benefícios no combate à prisão de ventre. Acompanhe e fique por dentro do assunto!
Você viu que a constipação se caracteriza pelas dificuldades para defecar. Algumas pessoas manifestam os sintomas desse problema de forma aguda. Nesse caso, as possíveis causas da prisão de ventre são uma mudança na dieta (como ingerir poucas fibras), estresse, praticar menos atividades físicas ou até mesmo ter que usar banheiros diferentes e medicamentos.1
Mas o quadro agudo costuma durar menos de duas semanas, diferentemente das pessoas afetadas pela constipação crônica. Esse problema ocorre em cerca de 10% a 15% da população. Tem uma alta prevalência entre as condições gastrointestinais que precisam de cuidados primários ou secundários.¹
A constipação crônica geralmente afeta de forma significativa a qualidade de vida da pessoa porque os sintomas desconfortáveis ocorrem por, pelo menos, três meses. Portanto, leva à necessidade de tratamento.¹ É nesse momento que se percebe a importância dos diferentes tipos de laxantes.2
Como dito na introdução, esses produtos farmacêuticos fazem parte do tratamento da constipação.² A maioria das pessoas que convive com esse problema, em algum momento, precisa do uso dos laxantes para tratar a condição.³ Afinal, eles estimulam o organismo para induzir o paciente a defecar.²
Garantir o bom funcionamento do intestino é essencial porque a constipação também desencadeia sintomas que vão além da dificuldade para evacuar. Podem ocorrer, por exemplo, dores abdominais de diferentes intensidades, desconforto digestivo, sintomas urinários e sexuais, ansiedade e depressão.4
Os distúrbios relacionados à defecação também podem provocar obstrução por causa das fezes que ficam retidas. Com o tempo, existe o risco de enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico pelo esforço excessivo feito ao defecar. Também aumentam os riscos de incontinência fecal devido ao enfraquecimento dos esfíncteres da região anal.4
Por tudo isso, os laxantes são essenciais para o cuidado com a saúde, uma vez que ajudam a prevenir ou a tratar a constipação para que a pessoa tenha mais qualidade de vida.
Diferentes tipos de laxantes são utilizados no tratamento medicamentoso da constipação pelo fato de serem produtos acessíveis e eficazes.² A seguir, apresentamos algumas opções.
Os laxantes lubrificantes atuam como amaciantes das fezes.² Eles reduzem a tensão na superfície delas quando estão endurecidas para a água penetrar no bolo fecal e o amolecer.5
Os irritativos são tipos de laxantes que têm a função de estimular os movimentos do intestino. Portanto, atuam como estimulantes, atuando diretamente na parede intestinal, que ajudam na eliminação das fezes para o esvaziamento intestinal.6
Geralmente, a recomendação desses produtos é para tratar a constipação ocasional.5 Também costumam ser utilizados em pessoas que não conseguem alcançar bons resultados com outros produtos, como os formadores de volume ou outros tipos de laxantes emolientes.6
Os irritativos atuam como uma terapia de resgate.6 Eles estimulam o movimento da musculatura lisa do intestino.5
Esse é o motivo da limitação no uso dos laxantes estimulantes para tratar a constipação crônica. Afinal, existem alguns mitos e conceitos equivocados de que a utilização a longo prazo causaria danos à musculatura intestinal ou ao nervo que comanda o intestino.5
Encontramos diferentes tipos de laxantes estimulantes porque eles são divididos em duas categorias.5,7 Há aqueles derivados do difenilmetano e as antraquinonas vegetais. No segundo caso, temos alguns tipos de laxantes naturais, que são obtidos, por exemplo, da aloe vera e da cáscara.7
Esse é mais um dos tipos de laxantes que funcionam por meio do estímulo intestinal e o amolecimento das fezes. Isso porque atuam no organismo atraindo líquidos para o intestino. Assim, o bolo fecal é amolecido e, por consequência, os movimentos intestinais são estimulados.5-7
Existem diversas substâncias que promovem esse efeito, como sorbitol, citrato de magnésio, sulfato de sódio, manitol etc.6 Laxantes osmóticos que não irritam o trato gastrointestinal, tem em sua composição: macrogol 3350, bicarbonato de sódio, cloreto de sódio e cloreto de potássio.
Fórmulas como essa tem a vantagem de serem acessíveis e fáceis de usar.6 São indicadas para o tratamento tanto da constipação ocasional5 quanto da crônica.6 Trata-se de uma das alternativas para a terapia de primeira linha.6
Uma das grandes vantagens dos osmóticos para outros laxantes é o fato de que os movimentos intestinais acontecem de forma secundária. Inclusive, o polietilenoglicol, conhecido pela sigla PEG, tem sido amplamente testado no tratamento da constipação ocasional e apresenta excelentes resultados, com boa tolerância e baixa ocorrência de efeitos adversos.8
Um detalhe importante sobre a constipação é que ela não se relaciona somente com o estilo de vida. As pessoas podem enfrentar preconceitos por causa dessa informação equivocada. Afinal, a condição acaba sendo associada a um comportamento inadequado, como má alimentação, baixa ingestão de líquidos ou falta de atividade física regular.9
Porém, a constipação crônica tem causas diferentes, inclusive, que a fazem ser classificada em subtipos:
Sem falar que o problema pode estar relacionado a um distúrbio que acontece na interação entre o cérebro e o intestino. Isso leva a diversos fatores que podem ocorrer de modo isolado ou combinado.¹
Podem ocorrer alterações tanto na atividade dos músculos intestinais como dos nervos do cólon. O trânsito intestinal pode ser lento e é possível que existam alterações anatômicas.4 A constipação ainda tem uma predominância maior entre mulheres e pessoas idosas.3 Ou seja, as causas são muito distintas, e é por isso que há várias abordagens de tratamento.
Inicialmente, são feitas mudanças no estilo de vida da pessoa, como por meio da ingestão de fibras ou do uso de suplementos. Também são estimulados o aumento do consumo de líquidos e a prática regular de atividades físicas.9
Pacientes que apresentam constipação leve ou habitual podem sentir uma melhoria dos sintomas. Entretanto, nos casos mais graves e de constipação crônica, é mais difícil colher efeitos benéficos,9 embora também seja recomendado adotar todas essas práticas em todas estas situações.1
De toda forma, o quadro de constipação precisa ser controlado gradualmente. Assim, as medidas conservadoras são seguidas da terapia com medicamentos.¹ Isto é, escolhe-se um dos tipos de laxante para equilibrar a função intestinal.
A disponibilidade dos laxantes é muito ampla. Inclusive, não há necessidade de prescrição médica para usar esses produtos. Embora não seja recomendado, é comum que eles sejam usados por conta própria para o controle da constipação. Existem pessoas que usam essas fórmulas mesmo quando o problema ocorre de maneira esporádica.2
No entanto, é importante destacar que o modo como os tipos de laxantes agem causa diferenças no efeito que eles provocam, como acontece no caso dos osmóticos. Além disso, o resultado depende da dosagem adotada e de como o próprio metabolismo reage ao princípio ativo do produto.6
Uma dosagem errada pode resultar em efeitos colaterais indesejados. Já no uso excessivo, existe o risco de desequilíbrios no organismo, especialmente no caso de pacientes com insuficiência renal ou cardíaca. Dentre os laxantes, os osmóticos apresentam um ótimo perfil de segurança e podem ser utilizados diariamente inclusive em longo prazo.6
Mas como acontece com qualquer medicamento, o ideal é sempre consultar um médico antes de usar. Inclusive porque, como apontamos no decorrer deste guia, há muitas causas possíveis para a constipação.1,3,4,9
Assim, o especialista pode solicitar exames para entender melhor as causas do problema e ter uma visão ampla de cada quadro.1,3,4,6,8 Esses procedimentos tendem a facilitar a escolha das medidas terapêuticas e da fórmula ideal entre os diferentes tipos de laxantes.
Como você viu, os osmóticos são eficazes e seguros, inclusive para tratamentos de longo prazo.6,9 Isso também acontece com algumas opções de laxantes estimulantes, embora alguns não sejam a primeira escolha.9
Um detalhe que vale ressaltar é que o uso correto de laxantes reduz os riscos de efeitos colaterais. Eles podem ajudar a normalizar as funções do intestino sem causar, por exemplo, diarreia.9
Sem falar que, como os tipos de laxantes têm mecanismos de ação diferentes, pode ser benéfico combiná-los no tratamento, como os osmóticos e os estimulantes.9
Explicamos que a terapia inicial para constipação é feita por meio de uma abordagem conservadora.1 Sendo assim, é possível adotar medidas por conta própria para melhorar os sintomas desse problema. Veja só.
No caso do quadro crônico, a ingestão de dois litros de água por dia pode aumentar o número de evacuações. Esse efeito pode se dar em razão da presença de magnésio, mineral que apresenta efeito laxante.1
É interessante começar a se exercitar, já que essa prática desencadeia mecanismos antioxidantes e anti-inflamatórios no organismo. Você pode iniciar com uma caminhada de cerca de 20 minutos por dia e depois aumentar a intensidade da prática conforme a própria tolerância.1
O aumento da ingestão de fibras solúveis também é muito bem-vindo. Isso porque a suplementação ajuda a reter água nas fezes. Além de formar géis que favorecem a lubrificação, aumenta o volume fecal e estimula o movimento dos intestinos.1
Se as medidas conservadoras não forem suficientes para obter bons resultados, é importante consultar um médico. O profissional fará uma avaliação completa para entender seu quadro, dará início a um tratamento personalizado e ajudará na escolha de um dos tipos de laxantes para atender melhor às suas necessidades.Que tal aumentar seus conhecimentos sobre esse assunto? Confira também o artigo em que explicamos mais a fundo o que é o laxante osmótico e quais os seus benefícios.
Referências:
1. Aziz I, Whitehead WE, Palsson OS, Törnblom H, Simrén M. An approach to the diagnosis and management of Rome IV functional disorders of chronic constipation. Expert Rev Gastroenterol Hepatol. 2020;14(1):39-46.
2. Werth BL, Christopher SA. Laxative Use in the Community: A Literature Review. J Clin Med. 2021;10(1):143.
3. Jani B, Marsicano E. Constipation: Evaluation and Management. Mo Med. 2018;115(3):236-240.
4. Bharucha AE, Lacy BE. Mechanisms, Evaluation, and Management of Chronic Constipation. Gastroenterology. 2020;158(5):1232-1249.
5. Brenner DM, Corsetti M, Drossman D, Tack J, Wald A. Perceptions, Definitions, and Therapeutic Interventions for Occasional Constipation: A Rome Working Group Consensus Document. Clin Gastroenterol Hepatol. 2024;22(2):397-412.
6. Milosavljevic T, Popovic DD, Mijac DD, Milovanovic T, Krstic S, Krstic MN. Chronic Constipation: Gastroenterohepatologist’s Approach. Dig Dis. 2022;40(2):175-180.
8. Rao SSC, Brenner DM. Efficacy and Safety of Over-the-Counter Therapies for Chronic Constipation: An Updated Systematic Review. Am J Gastroenterol. 2021;116(6):1156-1181.
9. Andresen V, Layer P. Medical Therapy of Constipation: Current Standards and Beyond. Visc Med. 2018;34(2):123-127.
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